Audiência decidirá quem paga perícia no Neman Sayun
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Uma audiência na 8 Vara Cível de Londrina, na próxima quinta-feira à tarde, poderá decidir quem irá arcar com o pagamento da perícia que comprovará inviabilidade nas construções do Jardim Neman Sayun, na Zona Sul: o Município, a Loteadora Pavibrás ou o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Ontem pela manhã, cerca de 20 moradores do bairro protestaram novamente, dessa vez em frente à Prefeitura, com faixas e um abaixo-assinado.
Eles coletaram pouco menos de 200 assinaturas desde o último protesto realizado no bairro, no feriado de 15 de novembro. Ontem, eles entregaram cópias do abaixo-assinado ao chefe de gabinete do prefeito Nedson Micheleti, Rodne de Lima, ao juiz da 8 Vara Cível de Londrina, José Ricardo Alvarez Vianna, e ao advogado da organização não-governamental (ONG) Meio Ambiente Equilibrado (MAE), Carlos Levy.
Conforme Levy, na última sexta-feira o juiz decidiu adiantar a audiência com os réus da ação civil pública impetrada pela ONG, em 2003, em função dos constantes protestos. A ação pede o bloqueio da comercialização dos lotes e a retirada das construções erguidas sobre áreas de preservação ambiental e minas d'água. Um total de 198 lotes já foram embargados pela Justiça.
Ainda segundo o advogado, a perícia está orçada em R$ 71 mil e a Sanepar se comprometeu a arcar com os custos da análise da água e sondagem do nível da água nas casas, que somam R$ 24 mil. O restante deveria ser dividido entre a Prefeitura e a Loteadora Pavibrás, principais responsáveis pela obra.
''Enquanto isso, a situação do bairro se agrava, com o esgoto sendo despejado em nascentes e mais contruções sendo erguidas, tornando-se um perigo para quem vive lá'', opinou Levy. Conforme ele, após decidido o pagamento da perícia, a empresa responsável terá 60 dias para entregar o laudo dos 950 lotes do Jardim Neman Sayun.
A vendedora Cleonice de Oliveira Bandeira, que vive no bairro há quatro anos, contou que a briga dos moradores começou em 2003, quando os imóveis foram embargados, impossibilitando os proprietários de reformar ou comercializar as residências. Na mesma época, as obras de casas que estavam em construção foram interditadas.


