Audiência de testemunhas foi a portas fechadas
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de novembro de 1998
Andrea Vendramini 
Deve ser divulgado em cerca de 15 dias o resultado do julgamento dos quatro réus do Caso Zanella que respondem o processo em liberdade. Terminou ontem, na 6ª Vara Criminal, a ouvida de testemunhas de defesa do delegado titular do 12º Distrito Policial de Curitiba na época do crime, Francisco Batista da Costa, do delegado-adjunto Maurício Fowler, do superintendente Daniel Santiago Cortez e do escrivão Carlos Herinque Dias. Eles são acusados de fraude processual, denunciação caluniosa e tortura.
Diferente dos outros réus do caso já julgados - os policiais civis Airton Adonsk Júnior e Reinaldo Siduovski, submetidos a júri popular por responderem também por homicídio -, a audiência das testemunhas dos delegados e do escrivão aconteceu a portas fechadas. Apesar de o caso estar sendo acompanhado pela imprensa desde o início, o acesso ao Fórum Criminal foi negado durante a audiência. A reportagem da Folha foi barrada na recepção do prédio. O recepcionista informou que o acesso da imprensa foi negado por determinação do juiz-diretor do Tribunal Criminal, Glademir Antunes Panizzi, também juiz titular da 6ª Vara Criminal, onde aconteceu a ouvida de testemunhas.
O juiz-diretor do Fórum Criminal foi procurado insistentemente pela Folha durante os dois dias em que aconteceu a audiência, mas não se manifestou sobre a restrição.
Os réus são suspeitos de montar uma farsa contra a vítima e seus amigos para acobertar a ação policial desastrosa que resultou na morte do estudante Rafael Rodrigo Zanella, de 20 anos, em maio do ano passado, no bairro Santa Felicidade, em Curitiba.


