Atuação polêmica em Querência do Norte
Em setembro de 1997, Bradock ganhou espaço na mídia nacional: havia cercado a Delegacia de Querência do Norte com toras de madeira e arame fardado e, armado até os dentes, esperava uma manifestação dos sem-terra. Os trabalhadores protestavam contra a prisão de dois coordenadores estaduais do movimento e a morte de um agricultor na desocupação de uma fazenda. Depois de minar toda a área da delegacia, Bradock ameaçava explodir o prédio. ‘‘Fiz o diabo naquela cidade’’, afirma hoje o delegado.
Bradock diz que temia que os sem-terra queimassem o prédio da delegacia, no qual residia. Propondo-se a impedir os trabalhadores, ele sitiou a cidade. Para entrar e sair de Querência do Norte todos eram revistados. Cerca de 80 policiais trabalharam no que parecia uma operação de guerra. No dia sequinte, Bradock era deposto do cargo e transferido para Rio Negro, onde trabalha desde então. Levava ao Sul do Estado seu troféu: o boné do sem-terra Celso Angignoni, um dos coordenadores presos.(J.A.)

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