Atropelamentos também já viraram rotina na travessia
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de dezembro de 1997
Foz do Iguaçu 
Não são só os roubos que fazem vítimas na Ponte da Amizade. Os atropelamentos também têm sido constantes porque turistas e sacoleiros não respeitam os limites que separam a pista da passarela de pedestres e invadem a área destinada a carros, caminhões e ônibus. Todos os dias, cerca de 25 mil veículos transitam pelo local.
No dia 9 deste mês, o sacoleiro João Pedro Teles de Paula, de 41 anos, morreu atropelado por um caminhão carregado de madeira. A sacola de cigarros que ele levava no ombro se enroscou na carroceria e ele foi puxado para debaixo do caminhão. Três dias antes, Vitalina Ramos, de 49 anos, também morreu depois de ser atropelada por um ônibus.
Segundo o policial rodoviário José Soares dos Santos, os acidentes na Ponte da Amizade são, na maioria da vezes, resultado da imprudência dos pedestres. O tráfego na ponte é lento. Por isso, dificilmente a culpa destes acidentes é do condutor do veículo.
A falta da grades de proteção em alguns locais permite que as pessoas invadam a pista e andem entre os carros. Isso tudo por causa da pressa em atravessar com a mercadoria, disse. (E.M)


