Atropelamentos preocupam escolas
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quinta-feira, 13 de setembro de 2001
Andréa Lombardo<BR>De Curitiba 
Curitiba registrou, no ano passado, 348 atropelamentos de crianças e adolescentes, com 17 vítimas fatais. De acordo com dados do Ministério da Saúde, os acidentes de trânsito são a principal causa de morte entre crianças de 0 a 14 anos. Levantamento feito em 1999 mostrou que os atropelamentos ocupam o primeiro lugar no ranking de óbitos (18%), seguido dos acidentes envolvendo ocupantes dos veículos (16%) e, por último, acidentes com ciclistas (1%).
Diante desses números, a Organização Não Governamental (ONG) Criança Segura decidiu desenvolver um trabalho de orientação junto aos alunos de cinco escolas municipais de Curitiba. Depois de mapear as ocorrências registradas pelo Siate , identificou-se que a maior parte dos atropelamentos tinham acontecido nas proximidades dessas instituições.
A primeira escola a participar do projeto foi o Centro de Educação Integral Maria Augusta Jouve, no Alto Boqueirão. Ontem, cerca de 50 voluntários junto com os alunos fizeram uma caminhada pelo trajeto normalmente usado pelas crianças, orientando sobre a forma mais segura de andar pelas ruas. Eles participaram ainda de palestras e jogos interativos e assistiram a uma peça de teatro.
De acordo com a coordenadora do Criança Segura em Curitiba, Alessandra Françoia, o local foi identificado como o de maior incidência, apesar de possuir sinalização horizontal e vertical e calçada nos dois lados da rua. Quatro crianças foram atropeladas na região da escola Maria Augusta Jouve, que fica na Rua Pastor Antonio Polito. Os acidentes aconteceram nessa rua, próximo dos cruzamentos com as ruas Marechal Floriano, Loanda, Tenente Coronel Vilagran Cabrita e Carlos de Laet.
Uma das razões do grande número de acidentes seria o excesso de velocidade nas proximidades da escola. Apesar do Código Brasileiro de Trânsito estabelecer um limite de 30 km/hora em área escolar, os motoristas trafegam na região, segundo levantamento da Diretoria de Trânsito (Diretran) de Curitiba, em velocidade igual ou superior a 57 km/hora. ''Falta a imposição da lei'', avalia Alessandra.
De acordo com a chefe do Núcleo de Educação e Cidadania da Diretran, Maura Moro Barbosa, quando constatadas irregularidades graves, o órgão desenvolve blitze educativas e ações de fiscalização com radar móvel. ''Mas infelizmente não podemos garantir que essa conscientização venha ser incorporada pelos motoristas'', afirmou. Além do trabalho de orientação junto aos alunos sobre todas situações de trânsito, os agentes do Diretran também participam do programa realizado pela Ong nas escolas.
A programação da Ong Criança Segura também será realizada nas escolas Papa João XXIII (10 de outubro), Araucária (24 de outubro), Centro de Educação Integral Francisco Frischmann (7 de novembro) e no Centro de Apoio Integral à Criança Bairro Novo (21 de novembro).


