Atropelamentos continuam altos
Os atropelamentos podem ofuscar as comemorações sobre a funcionalidade das novas leis de trânsito. Pelo menos é o que se constata no levantamento das ocorrências envolvendo pedestres e ciclistas em Curitiba. A queda foi de apenas 5%. Entre janeiro e junho de 97, os registros acusaram 740 atropelamentos. Este ano, no mesmo período, as estatísticas da Diretran relacionaram 691 ocorrências.
Temos de concentrar mais esforços em relação a pedestres e ciclistas, observa o diretor da Diretran, Kasuo Sakamoto. Ele acredita que os índices sobre atropelamentos só serão igualados aos das demais ocorrências se a população for atingida por campanhas educativas nas escolas e empresas. Não dá para pensar em punição. O objetivo é convencê-los de que eles são os mais frágeis quando o assunto é trânsito, ressalta.
O diretor-geral do Detran-PR, César Franco, julga que o pedestre foi o que menos reagiu ao novo código. Franco compara que os motoristas ficam com medo das multas, mas os pedestres se sentem impunes porque as autoridades não têm como multá-los. Para o motorista existe uma ameaça permanente. Com o pedestre não ocorre o mesmo. O novo código prevê que um pedestre pode ser alvo de uma notificação quando atravessar fora da faixa de segurança.
Franco espera que o Detran-PR comece em agosto a apreender as primeiras habilitações no Estado. No mês que vem poderemos ter condições técnicas e jurídicas de reter as carteiras dos motoristas que ultrapassaram a contagem dos 20 pontos, prevê. Extra-oficialmente, o número de motoristas na mira do Detran já ultrapassa os 70. (D.V.)





