Atropelamento tira a chance de Rodrigo
Atropelamento tira
a chance de Rodrigo
Rodrigo Ogasawara, de 20 anos, veio de Guaraçaí, no interior de São Paulo, para tentar uma vaga no curso de Química da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Hospedou-se na casa de uma tia. Nos dois primeiros dias, aparentemente, tudo corria bem. Talvez o nervosismo comum a todos os vestibulandos o afligisse. Mas no terceiro dia de prova um descuido o tirou do concurso.
No horário marcado, Rodrigo pegou o ônibus e foi para a UEL, ele teria que estar na instituição uma hora antes do início das provas, às 14 horas. Tudo bem, ele estava dentro do horário. Mas ao atravessar a rodovia PR-445, em frente ao Centro Esportivo da UEL, Rodrigo cometeu um erro: olhou apenas para um lado e não viu a Besta, placa CKL 0702, conduzida por Ricardo Henrique Martins. Ele foi atropelado.
Quando o Siate chegou, às 12h50, o que comprova que o vestibulando não estava atrasado, o agora ex-candidato a uma vaga de Química estava sentado no asfalto, segundo o cabo Osni do Corpo de Bombeiros. Nada grave, ao menos fisicamente, apenas umas escoriações na testa, cotovelo, joelhos, nariz.
Mas o jovem teve que ser encaminhado à Santa Casa de Londrina para exames, o que significava que não haveria o quarto dia de vestibular, para Rodrigo.
Na Santa Casa, o nervosismo. Depois de atendido, curativos feitos - o corte maior foi na testa - o jovem vestibulando é encaminhado para o raio X para fazer uma chapa do braço e da cabeça. Feito o procedimento, de cabeça baixa, inconformado, Rodrigo espera o resultado.
O resultado é bom, não houve nenhuma fratura, mas o desconsolo continua: o vestibular está perdido. (E.P.)





