Toledo Uma mulher morreu e suas duas filhas ficaram feridas, na noite de anteontem, quando tentavam atravessar uma rodovia municipal no distrito de Nova Concórdia, em Toledo. Segundo informações da polícia, as três foram atropeladas pelo carro de uma funerária da cidade, dirigida pelo agente funenário Hércules Marcelo Zilmer, 21 anos. A dona-de-casa Maria Izalino Bernardo, 49 anos, morreu no local. A estudante Cleonice de Fátima Bernardo, 18, está em como na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Dall Oglio. A terceira vítima, Eliane Bernardo, 7, ficou presa no pára-brisa do carro por cerca de oito quilômetros mas sobreviveu. Ela está em observação na UTI do Hospital Bom Jesus e não corre risco de morte.
Segundo informações da Polícia Civil de Toledo, o agente deve se apresentar hoje à tarde ao delegado Nobuo Nagasse, com a presença de um advogado. Ele deve ser indiciado por homicídio culposo (sem a intenção de matar) e, provavelmente, por omissão de socorro, já que abandonou a área do acidente. De acordo com a polícia, a noite de terça-feira, por volta das 21 horas, estava com uma neblina densa. Com uma visibilidade escassa, Zilmer não teria avistado a família atravessar a estrada. Segundo o Corpo de Bombeiros, que chegou ao local poucos minutos depois, a menina Eliane ficou presa no pára-brisa do carro uma Santana Quantum (placas AFN-8423), da funerária por oito quilômetros até a cidade de Toledo, mais espeficamente em frente ao campus da PUC. Só então, depois de abrir a porta, o agente teria visto a menina presa no automóvel.
Zilmer teria fugido do local porque seu celular estava sem sinal para avisar o serviço de pronto-socorro do Corpo de Bombeiros. Quando parou o carro, de acordo com a Polícia Militar, a primeira atitude do agente foi avisar o patrão do que havia ocorrido.
Cleonice de Fátima está em estado grave na UTI do Hospital Dall Oglio. Além de sofrer fratura na tíbia, um traumatismo crâniano a fez entrar em coma superficial desde o acidente. Segundo informações do hospital, até ontem à noite, o quadro dela era estável, mas delicado. Já Eliane continuava em observação e consciente na UTI do Bom Jesus, com fraturas nas pernas, mas não corria risco de morte.

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