Atropelamento de estudante é reconstituído pela segunda vez
O Instituto de Criminalística de Londrina realizou, no início da noite de anteontem, a segunda reconstituição do atropelamento da estudante Vanessa Maia, 18 anos, ocorrido na madrugada de 15 de agosto de 1997, na BR-369 (Avenida Tirantes). Ela voltava para casa depois de participar de uma festa no Parque Ney Braga (zona oeste) e morreu no local do acidente.
O motorista do carro que a atropelou, o autônomo Edmar Mattos, 24 anos, está denunciado por homicídio culposo (não tinha a intenção de matar) e será levado a júri popular. A fundamentação da acusação é que Mattos estaria praticando um racha na avenida. A reconstituição foi acompanhada também por dois peritos independentes, por solicitação do advogado de defesa de Mattos, João Sabec Filho, autor do pedido de reconstituição do acidente.
Sabec Filho discorda dos dados relacionados à velocidade do veículo atropelador (Escort) e da velocidade que a vítima desenvolvia ao atravessar a rodovia. Ela estava com o irmão e uma amiga. No primeiro laudo, elaborado pelo perito Geraldo Gonçalves de Oliveira Filho, o Escort conduzido por Mattos trafegava a 158 Km/h e a vítima atravessava a avenida a dois metros por segundo.
O trabalho da Criminalística foi excelente mas não dá para aceitar os dados quanto à velocidade do carro e dos passos da vítima. No máximo, o Escort trafegava a 100 quilômetros por hora, devido ao tráfego intenso na pista. E, pela estatura da vítima e dos seus acompanhantes, é impossível acreditar que estavam caminhando rapidamente, a dois metros por segundo, afirmou Sabec. Ele também ressaltou que nesta reconstituição as testemunhas não souberam precisar a cor do carro que atropelou Vanessa, o que pode invalidar seus depoimentos.
O perito Geraldo disse que nada de importante deve mudar no laudo baseado na primeira reconstituição. Achamos lógico que o advogado procure todos os meios legais para formalizar a defesa do acusado, afirmou.Cesar AugustoInvestigaçãoReconstituição foi feita a pedido de advogado do atropelador: tentativa de mudar laudoPaulo Ubiratan





