O vendedor de automóveis Ademar de Carvalho Júnior, 30 anos, que atropelou dois adolescentes em Curitiba, provocando a morte de um deles e ferimentos no outro, se apresentou ontem à polícia. Ele vai responder a inquérito por homicídio culposo, ou seja, sem intenção. O atropelamento foi motivo de protesto dos moradores e comerciantes do bairro Mossunguê na quinta-feira, que fecharam a Rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi.
Em depoimento, Carvalho disse que estava acompanhado de um amigo e dirigia a uma velocidade de 80 quilômetros por hora. Ele afirmou que chegou a ver os dois estudantes - Arthur Fogaça, 12 anos, e Carlos Augusto Correa Marcos, 16 anos - que voltavam do curso de inglês na noite da última terça-feira, mas não teria conseguido fazer a curva. Como os dois estavam à esquerda da pista, o Kadett do vendedor acabou atingindo-os com a lateral. Fogaça teria sido arrastado pelo carro e lançado num tronco de árvore. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Marcos foi atirado contra um muro e internado com ferimentos no Hospital Evangélico.
De acordo com o escrivão da Delegacia de Acidentes de Trânsito, Wilson dos Santos, o vendedor disse que fugiu sem prestar socorro porque ficou apavorado e com medo de ser linchado. Como não foi feito exame de dosagem alcoólica no local do acidente, só com o depoimento de testemunhas a polícia irá descobrir se Ademar de Carvalho Júnior dirigia embriagado. A perícia no Kadett, feita pelo Instituto de Criminalística, pode confirmar a que velocidade o carro trafegava.

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