O pedreiro Rogildo Gonçalves que, embriagado, atropelou e matou duas crianças na tarde de domingo, em Guarapuava, usou do direito de só se manifestar em juízo e não prestou qualquer informação à polícia sobre as condições em que aconteceu o acidente. O atropelamento ocorreu por volta das 15 horas, na Rua Dalva Ribas Muller, Loteamento Adão Kaminski. Dioelen Camila de Campos, de 3 anos, morreu na hora e Vinícius Schemin de Oliveira, de 5 anos, morreu a caminho do Hospital São Vicente. Os dois foram sepultados ontem à tarde, no Cemitério Parque.
O clima, no velório e enterro das crianças, era de consternação. As famílias, visivelmente abatidas, pediam justiça. As mães das crianças, Eliane de Fátima Schemin e Sandra de Campos, estavam sob o efeito de tranquilizantes. De acordo com o depoimento de Eliane, ela lavava louça em frente a uma janela e viu quando o carro bateu nas crianças, que brincavam no acostamento da rua. Logo depois do acidente, mais de 100 pessoas rodearam o carro dirigido por Rogildo Gonçalves, ameaçando-o de linchamento. A Polícia Militar prendeu o motorista em flagrante, levando ao Hospital Santa Tereza para fazer o exame de dosagem alcoólica.
Na delegacia, Gonçalves falava desordenadamente e repetia que ''estragara a sua vida'', contou o escrivão plantonista, citando que o condutor não parava em pé devido a embriaguez. Ontem, a esposa do atropelador esteve na 14ª Subdivisão Policial solicitando escolta para apanhar os pertences na casa da família, também na Rua Dalva Muller, a cerca de 150 metros do local do acidente. A mulher, que não quis se identificar, teme represálias contra ela e os dois filhos do casal.

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