Atropelador de grávida vai a júri
Osmani Costa
De Londrina
O Tribunal do Júri de Londrina julga hoje o verdureiro Raimundo Nonato Rodrigues Lobo, 38 anos, acusado de homicídio simples pela Promotoria Pública. Em março de 95, ele atropelou e matou a dona de casa Dulcinéia Alves Bento, na época com 22 anos de idade e grávida de sete meses. O acidente aconteceu no Conjunto Habitacional Ruy Virmond Carnascialli (zona norte).
Raimundo Lobo fugiu do local do atropelamento sem prestar socorro à vítima, que estava acompanhada do marido, Amauri Bento, que ficou levemente ferido, e de um filho de um ano e sete meses. Quando se apresentou ao delegado Jurandir Gonçalves André, dois dias depois do acidente, o verdureiro admitiu que dirigia embriagado. Também não possuía Carteira Nacional de Habilitação e, segundo testemunhas, dirigia em alta velocidade.
O acusado respondeu ao processo em liberdade, por ter fugido da prisão em flagrante e ser réu primário. O promotor da 1ª Vara Criminal, Janderson Iassaka, responsável pela acusação, irá pedir a condenação de Raimundo Lobo e o enquadramento dele em artigos do Código Penal que prevê a pena de 6 a 20 anos de reclusão.
Na avaliação de Iassaka, o advogado de defesa de Raimundo Lobo possivelmente tentará descaracterizar a acusação para homicídio doloso, tentando convencer os jurados de que o réu não teve intenção de matar Dulcinéia Bento. A sessão do Júri tem início às 8 horas.
Anteontem, o agricultor Amósio Inácio de Oliveira, 20 anos, conhecido por Moza, foi condenado a 14 anos de reclusão por atentado violento ao pudor, tentativa de homicídio contra uma criança de 2 anos e falsidade ideológica. O corpo de jurados não acatou a tese da defesa de que o réu sofre de problemas mentais. Os advogados tentaram anular o laudo feito por peritos de que Moza é uma pessoa normal.
O Conselho de Sentença aceitou as denúncias do promotor Iassaka, que também classificou de hediondo os crimes de atentado violento ao pudor e tentativa de homicídio porque foram praticados contra uma criança. O crime de falsidade ideológica foi caracterizado porque Moza apresentou a carteira de identidade de um parente como fosse a sua. A vítima era filha de um primo do réu.
Os crimes contra a criança ocorreram em 11 de abril de 98, em um terreno baldio na zona norte. Após abusar sexualmente, o réu tentou matar a criança com pedradas na cabeça. A menina ficou 14 dias na UTI do Hospital Universitário (HU). (Colaborou Paulo Ubiratan).





