Atropelado pela grade curricular
Atropelado pela grade curricular
Cesar AugustoParte das armas apreendidas pelos soldados da patrulha escolar em escolas de Londrina: arsenalEscolas que buscam novos rumos na educação, visando a formação completa do aluno e preparando-o para exercer a cidadania, não acreditam que a polícia dentro das escolas resolva a questão da violência. Mira Roxo, da escola Sensibilização, Educação, Trabalho e Atualização Seta, afirma que a violência gera violência.
Segundo ela, a questão da segurança na escola parece ser consequência de uma rede. Por um lado pode existir violência dentro da escola, sob os auspícios do patrocinador chamado sistema educacional, que tenta promover o saber sem considerar os meios, afirma.
Mira Roxo lembra que no meio do caminho está o indivíduo que é atropelado, para que a grade curricular seja cumprida com as tais eficiência e eficácia. Segundo ela, sem o resgate da cidadania, o respeito deixa de existir como matéria importante da vida.
Por outro lado esta violência se projeta fora dos muros e se avizinha nas portas das escolas, afirma. Entre uma das piores formas da violência, Mira Roxo cita a droga, que na avaliação dela, poderia ser combatida se a escola fosse interessante, tivesse uma filosofia, resgatasse a dignidade.
Ela questiona se a segurança, deste tipo, é um mal necessário. Pode até ser, mas é preciso um curso profissionalizante, para que este cidadão tenha um pouco de ética. (E.P)





