Silvana Leão
De Londrina
Alguns contribuintes de Londrina estão recebendo o carnê de pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) depois da data de vencimento. O problema está acontecendo com o último lote dos carnês que venceram no dia 24 de janeiro.
Uma das pessoas que receberam o talão com prazo de pagamento vencido foi a dona de casa Neide Correia Rafael. Ela aluga algumas salas na região central da cidade e surpreendeu-se ao receber, no último dia 29, os carnês para pagamento do imposto, vencidos no dia 24. Neide Rafael também está enfrentando problemas com o IPTU do imóvel onde mora sua mãe, no Parque Residencial Vale do Cambezinho (zona sul). A metragem que consta no talão é o dobro da real, assim como o valor cobrado, que é duas vezes o que foi pago no ano passado.
Segundo a dona de casa, a construção, que tem 59 metros quadrados, aparece com 119,69 metros quadrados, e o valor, que no ano passado foi de R$ 114,00, saltou para R$ 228,00. ‘‘Tive que ir quatro vezes na prefeitura para tentar resolver o problema. Em cada visita perdi em média duas horas.’’
Neide Rafael reclama do atendimento recebido e das informações desencontradas. ‘‘Tive que falar com várias pessoas.’’ O temor da dona de casa, agora, é que perca o direito aos descontos oferecidos aos pagamentos à vista. No caso do imóvel que aparece com metragem errada, por exemplo, ela diz que foi orientada a fazer um requerimento pedindo que um fiscal visite o imóvel para checar a metragem correta. ‘‘Mas uma funcionária me disse que isso pode demorar até três meses.’’
O diretor tributário da Secretaria de Fazenda do município, José Maria Lima Pereira, admite que, no caso no último lote de carnês com vencimento no dia 24, os Correios tiveram pouco tempo para entrega e não descarta a possibilidade do atraso. ‘‘Até agora registramos 20 casos em que teria ocorrido o problema. Vamos checar todas as datas de recebimento com os Correios e se realmente for constatado o atraso na entrega, o contribuinte receberá novo prazo’’, explicou.
Em relação ao problema da metragem incorreta do imóvel, Pereira disse que trata-se de um caso bastante incomum, e que pode ter ocorrido pelo fato de, na região do Vale do Cambezinho, ser comum a construção de duas casas em um mesmo terreno. ‘‘Ocorre, às vezes, de não ser providenciada a divisão de cadastro. Porém, se o erro foi no lançamento da prefeitura, a contribuinte terá os descontos normalmente’’, garantiu.
Quanto às grandes filas registradas na prefeitura para pagamento do imposto, Pereira explica que o maior movimento é causado por pessoas que querem renegociar dívidas anteriores. A média, segundo ele, tem sido de 650 pessoas atendidas por dia.