OBRA PÚBLICA -

Atraso na obra da Cidade Industrial de Londrina pode gerar rescisão de contrato

Representantes e fiscais da Prefeitura Municipal vão realizar uma reunião nos próximos dias para definir quais providências serão tomadas; medição aponta que apenas 6% dos trabalhos foram executados

Micaela Orikasa - Grupo Folha
Micaela Orikasa - Grupo Folha

 

Atraso na obra da Cidade Industrial de Londrina pode gerar rescisão de contrato
Micaela Orikasa/Grupo Folha
 


Em visita à obra da Cidade Industrial de Londrina, no prolongamento da Avenida Saul Elkind (zona norte), fiscais da Prefeitura Municipal constataram que os serviços seguem em ritmo muito lento.  A expectativa na vistoria realizada nesta manhã de terça-feira (3) era que a obra tivesse avançado para 40% em execução, mas de acordo com os fiscais o índice estava próximo de 6%. Uma nova medição deverá ser realizada ainda nesta semana.  


“O que estamos observando hoje é que não existe uma força-tarefa para dar andamento ao projeto. Estamos notificando a construtora para saber quantos funcionários estão trabalhando nesta obra e vamos nos reunir com a secretaria municipal de Obras e Pavimentação, Gestão Pública e Codel (Instituto de Desenvolvimento de Londrina) para tomarmos uma providência”, disse o secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Tecnologia, Marcelo Canhada.  


De acordo com ele, a penalidade a ser aplicada à construtora Squadro, de Curitiba, responsável pela obra, pode ser desde notificações à multa e rescisão de contrato. “Eu esperava pelo menos mais funcionários e maquinários trabalhando aqui hoje, mas o relato que os fiscais que visitam a obra quase que diariamente nos dão é de que não há movimento de obra. Esse é o projeto mais importante do município, pois vai gerar crescimento econômico, gerar empregos e tem demandado um valor muito alto de recursos públicos”, destacou.  

 

O investimento da Prefeitura é de R$ 24 milhões. Os serviços estavam previstos para começar em novembro de 2020, mas devido à readequação no projeto inicial, o serviço começou oficialmente em março de 2021. O prazo de execução em contrato é de 18 meses.  


No momento, a execução das obras da Cidade Industrial contempla, de forma geral, serviços de terraplenagem, corte e aterro, além de construção de galerias pluviais, incluindo preparação de solo e instalação de tubulações. Alguns pontos passam por serviços preliminares de topografia e limpeza. Em seguida, as obras avançarão para a fase de pavimentação e concretagens, entre outros trabalhos. As intervenções do projeto ainda incluem sistema de energia elétrica e iluminação pública com sistema LED, plantio de árvores e gramado, calçadas e ciclovia. 

 

Atraso na obra da Cidade Industrial de Londrina pode gerar rescisão de contrato
Micaela Orikasa/Grupo Folha
 



OUTRO LADO 

A FOLHA vem acompanhando o andamento da obra da Cidade Industrial de Londrina. No mês de maio, fiscais da secretaria municipal de Obras e Pavimentação já haviam constatado "uma evolução inexpressiva na execução, representando um percentual acumulado de aproximadamente 0,80% do valor total".  


Por nota, a construtora Squadro esclarece “que os projetos de implantação dos greides da obra e drenagem foram alterados substancialmente pela Prefeitura para adequação a topografia do local, tendo sido disponibilizado somente entre os meses de março e junho do corrente ano, e ainda carentes de algumas informações.” 


Em relação ao cronograma, a contratada diz que “conforme solicitado pela Prefeitura foi apresentado um cronograma readequado em maio/2021, com as parcelas de acordo com os projetos alterados e cujo avanço contempla um percentual de 6,5% do contrato. Outro fator que vem impactando o desenvolvimento das atividades diz respeito ao grande desequilíbrio decorrente da COVID-19, com aumento sucessivos de custos dos insumos e desabastecimento de materiais, e que é objeto de análise junto aos Contratantes.” 


 

Atraso na obra da Cidade Industrial de Londrina pode gerar rescisão de contrato
Micaela Orikasa/Grupo Folha
 




REAJUSTE

No começo do mês, a Squadro apresentou um pedido de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato feito com a Prefeitura de Londrina. Alegando aumento nos preços dos materiais de construção por causa da pandemia da Covid-19, como concreto, aço, alumínio e estrutura metálica da guarita, a instituição solicitou um acréscimo de mais de R$ 8 milhões. 


“Sabemos que os insumos sofreram aumento, mas no poder público o serviço tem que ser efetivado para comprovação. Ainda não temos nada definido sobre esse acréscimo de valor”, respondeu Canhada. O complexo industrial está sendo construído na região noroeste de Londrina e terá área total de 1,1 milhão de m², com estrutura para abrigar 90 empresas. A expectativa é gerar 12 mil empregos. Serão quase 400 mil m² em área a ser construída, mais de 82.500 m² apenas em pavimentação, além de áreas verdes e fundos de vale, que serão preservados.

 


Leia também: Passagem no Bosque de Londrina será interditada a partir de quinta-feira (5)



TRINCHEIRA DA LESTE-OESTE 

Outra obra visitada nesta terça-feira (3) foi a da trincheira das avenidas Rio Branco com Leste-Oeste. O serviço iniciado em janeiro deste ano terá 4.618 m² em contenção em concreto armado e 1.167 m² de pavimento novo, e deverá ser finalizado até janeiro de 2023.   

 

A obra é executada pela empresa TCE Engenharia, que tem a responsabilidade de construir um túnel, por meio de intersecção em desnível, para dar mais fluidez no trânsito nos pontos mais movimentados da cidade. Quando concluídas, as obras farão parte de um eixo que ligará as regiões leste e oeste, indo do viaduto da Dez de Dezembro até a rotatória da Avenida Universo. 


A última medição realizada na obra revelou perto de 11% de execução. No trecho onde está sendo executada, neste momento, a obra de galeria na avenida Rio Branco, a empresa pediu um aditivo de prazo de mais 30 dias. “Esse prazo é muito longo para um trecho curto. Estamos cobrando que a empresa coloque mais equipes, mais maquinários”, afirmou o secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Tecnologia, Marcelo Canhada Canhada.  



 

Atraso na obra da Cidade Industrial de Londrina pode gerar rescisão de contrato
Vivian Honorato/N.Com
 



Ele diz que a prorrogação do prazo solicitado pela construtora é justificada por problemas por parte do fornecedor. “Estamos fiscalizando a obra e, se eventualmente, existir outro motivo que não seja de atraso de fornecedor ou por conta da pandemia, isto é, com uma justificativa plausível, vamos aplicar as penalidades que a lei nos coloca à disposição”, adiantou.  



Os investimentos da Prefeitura Municipal na trincheira somam mais de R$ 25 milhões e os serviços ainda incluem revitalização de galerias pluviais, pavimentação reforçada, ciclovia, novo sistema de drenagem e iluminação em LED.  (Colaboraram Rafael Machado/Grupo FOLHA  e N.Com) 



Receba nossas notícias direto no seu celular! Envie também suas fotos para a seção 'A cidade fala'. Adicione o WhatsApp da FOLHA por meio do número (43) 99869-0068 ou pelo link wa.me/message/6WMTNSJARGMLL1. 

Como você avalia o conteúdo que acabou ler?

Pouco satisfeito
Satisfeito
Muito satisfeito
Assine e navegue sem anúncios [+]

Últimas notícias

Continue lendo