Atraso de verba compromete obra
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terça-feira, 06 de junho de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
A falta de repasse de recursos do Ministério do Esporte e Turismo está paralisando a obra do complexo esportivo de Maringá, retomada no final do ano passado. No início de fevereiro, o ex-ministro Rafael Greca visitou a obra e prometeu liberar outros R$ 400 mil para o término da construção. O dinheiro está garantido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, disse Greca à época. Ontem, o professor João Marin Mechia, secretário de Esportes da prefeitura, disse à Folha que o dinheiro ainda não chegou.
Pelos cálculos de Mechia, além dos R$ 400 mil prometidos pelo ex-ministro, a obra precisa de mais R$ 300 mil para o acabamento. A cobertura, que tem um orçamento de R$ 80 mil, também espera a troca de parte da estrutura de alumínio. Operários substituíram cerca de 300 peças da estrutura de sustentação do teto, montado há sete anos, mas falta dinheiro para a cobertura. O complexo tem alojamento para 240 atletas, pavilhão para ginástica e judô, e uma quadra poliesportiva.
Segundo o secretário, o prédio faz parte do projeto de implantação de uma Vila Olímpica no local onde já existe o Ginásio de Esportes Chico Neto e o Estádio Willie Davids. A vila terá uma pista de atletismo, piscina olímpica coberta e quadras de tênis, diz Mechia. O ex-ministro Greca conheceu o projeto e também prometeu auxílio para concluir as obras. Nossa intenção era inaugurar o pavilhão do complexo esportivo até o final do ano, mas acho que não será possível, lamenta o secretário.
Ele lembra que a obra poderia contar com apoio da iniciativa privada, mas acha impossível arrecadar o sufuciente. Para promover um evento com orçamento de R$ 2 mil é um sufoco, imagina uma obra de porte, desabafa. O prédio do complexo começou a ser construído em 1991 e teve as obras paralisadas no ano seguinte. Em dezembro, depois da liberação de R$ 300 mil a construção foi retomada. Ontem, apenas dois operários trabalhavam no local.


