Curitiba - A demora do Senado em votar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) deve atrasar o repasse da terceira parcela do Plano Nacional de Segurança para o Paraná. O Estado tem a receber R$ 16,5 milhões do governo federal, porém, 50% desse dinheiro provêm da CPMF.
‘‘Estou torcendo para que o Senado aprove a votação porque nós corremos o risco de deixar de receber parte dos recursos’’, afirmou ontem o secretário de Segurança Pública do Estado, José Tavares. ‘‘O Senado diz que vai votar, mas a cada semana que leva a mais, o governo tem que fazer cortes’’, completou.
O governo estadual vai entrar com R$ 3,3 milhões de contrapartida, totalizando R$ 19,8 milhões de investimentos na terceira fase do Plano de Segurança, que serão aplicados até o final do ano. A maior parte desse dinheiro (R$ 5,7 milhões) será gasta na intensificação de policiamento nas áreas de fronteira.
Em um investimento total de R$ 7 milhões, o Estado vai implantar uma central de inteligência em Marechal Cândido Rondon (90 quilômetros de Cascavel), com 800 policiais militares e 220 policiais civis, para investigar a atuação do crime organizado no Estado.
O policiamento em áreas consideradas críticas pelo governo, como a periferia e Região Metropolitana de Curitiba, Londrina e Foz do Iguaçu, vai receber um aporte de R$ 5,2 milhões até o fim do ano. Mesma quantia será destinada a novos equipamentos para a polícia.
O Plano Nacional de Segurança Pública vai fazer dois anos em junho e já repassou ao Paraná R$ 42 milhões, sendo que R$ 1,5 milhão foi gasto na qualificação de policiais.
Para Tavares, o treinamento é importante para evitar casos como a das mortes de mulheres em Almirante Tamandaré, que tiveram participação de policiais.
Até 10 de junho, o governo estadual deve nomear 41 delegados para 30 comarcas do Paraná que ainda não têm representação da polícia civil e para 11 municípios do Interior que tenham deficiência policial.
No início de junho também deve estar concluído o concurso da Polícia Militar, que vai disponibilizar 650 homens para reforçar o efetivo do Estado, afirmou o secretário.
Segundo Tavares, o governo estadual está aplicando R$ 13 milhões na informatização da Polícia Civil no Interior.

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