Atraso aumenta custo de obra
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 19 de abril de 1999
James Alberti 
O atraso das obras de contenção das ressacas nas praias de Matinhos, litoral do Paraná, pode comprometer mais uma temporada, a exemplo do que aconteceu este ano. O engordamento da praia, que devia ter sido feito até o verão deste ano, pode ficar na gaveta ainda mais porque o orçamento que, a princípio, era de R$ 1,5 milhão pulou para R$ 4 milhões.
Segundo o prefeito de Matinhos, Francisco Carlim dos Santos, o aumento dos gastos é causado pela necessidade de transportar os materiais que formarão os diques de controle das águas. Santos disse que, ao fazer o primeiro orçamento, os técnicos da prefeitura acreditavam que iriam retirar o material da praia central de Matinhos, uma das mais afetadas pelas ressacas passadas. Porém, conforme o prefeito, um estudo demonstrou que a praia não possui material suficiente para a obra e que este deve ser transportado de outras praias.
O atraso faz com que um simples aumento de maré, como o ocorrido no fim-de-semana, traga pânico aos comerciantes e moradores da beira das praias. São exatamente eles que podem ser chamados a participar da solução do problema. O prefeito de Matinhos, Francisco Carlim dos Santos, estuda a criação de um fundo de melhorias, que iria complementar os recursos que virão do Estado. Santos disse já ter pedido uma audiência para saber o valor que o governo estadual dará para a obra. O restante seria rateado entre os comerciantes e moradores.
A idéia tem apoio da Associação Comercial e Industrial de Matinhos. Para o vice-presidente da associação, Paulo Miranda Pinto, os comerciantes não devem esperar muito dos governos. Miranda Pinto acredita que deve haver reações contrárias dos comerciantes. No entanto, ele analisa que uma campanha com a participação da população seria a única saída para minimizar os prejuízos causados com a falta de infra-estrutura para o turismo.


