ATRASO - Começa reconstrução de quatro pontes em Rolândia
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terça-feira, 27 de junho de 2017
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 

Rolândia - Depois de mais de um ano de espera, começaram em Rolândia (Região Metropolitana de Londrina) as obras das últimas quatro pontes entre um total de nove - que foram levadas pelas fortes chuvas que assolaram a região Norte do Estado em janeiro de 2016. A primeira ponte interditada para obras é conhecida como ponte do Arcol e passa sobre o Ribeirão Cafezal. Totalmente carregada pela correnteza na época da catástrofe, a ponte foi reconstruída de forma improvisada, com madeira doada por agricultores, para possibilitar a passagem. Na terça-feira (27), a ponte foi interditada para demolição da madeira e início das obras em concreto.
Também serão reconstruídas a ponte sobre o ribeirão Jaú, que liga Rolândia a Pitangueiras; a Ponte do Pintassilgo, sobre o ribeirão Vermelho e que também foi improvisada com madeira doada por agricultores; e a que passa pelo córrego Marabu, na zona urbana. Esta última é a que se encontra em pior situação, conforme explicou Dário Luiz Campiolo, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico. "Continua interditada até hoje. Foi feita uma 'pinguela' para os moradores atravessarem a pé, mas não dá para chegar de carro. Os veículos são estacionados antes da passagem", disse o secretário.
Os recursos necessários para a reconstrução das quatro estruturas somam R$ 1,225 milhão e foram repassados pelo governo federal através da Defesa Civil. Antes disso, outras quatro pontes foram reconstruídas com recursos municipais e custaram R$ 1 milhão. Já a ponte sobre o ribeirão Bandeirantes, construída com recursos estaduais na ordem de R$ 400 mil, foi inaugurada há duas semanas e recebeu o nome de Odair José Martins, vítima da enchente que morreu após ser arrastado pela correnteza.
O secretário relata que o município já gastou mais de R$ 10 milhões nas obras de reconstrução de pontes, prédios públicos e vias que foram destruídas pela chuva. O orçamento total para terminar os consertos, porém, é de R$ 21 milhões. "Ainda falta consertar muitas vias públicas, que estão esburacadas. Nosso planejamento era deixar a cidade como antes em 24 meses. Se tivéssemos recursos, conseguiríamos terminar antes", acredita. Ele destaca que o governo federal tem dinheiro para socorrer as cidades arrasadas por calamidades, mas que o processo é muito burocrático. "Por isso acabamos usando recursos próprios que nem podíamos gastar", lamentou.
Morador da estrada dos Pioneiros, onde passa a ponte que foi recentemente reinaugurada, o aposentado Laurindo da Silva conta que a ligação entre sua casa e a cidade só foi liberada após as enchentes graças ao esforço de agricultores da região que reconstruíram a ponte. "O problema agora é que tem muito buraco na estrada, continua difícil trafegar", comenta.
Já o agricultor José Antônio Trevisan recebeu com entusiasmo a notícia de que a ponte do Arcol finalmente será reformada. "Está difícil para os agricultores, porque a ponte de madeira não suporta as máquinas colhedeiras e semeadeiras", lamenta ele, que foi doador do eucalipto usado para a construção da ponte improvisada. "A ponte que caiu foi inaugurada em 1963 e durou mais de 50 anos. Espero que a nova seja resistente também", disse.


