Ato reúne servidores em Curitiba
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terça-feira, 06 de novembro de 2001
Célia Guerra<br>De Londrina 
Cerca de 250 pessoas entre servidores e professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) além de caravanas das universidades de Maringá, Cascavel e Ponta Grossa, participam de um protesto amanhã, em Curitiba. O objetivo da manifestação é cobrar do governo a abertura imediata das negociações pelo fim da greve que completa 50 dias.
As ações e o local onde deverão ocorrer os protestos não estão sendo divulgados pelas categorias. O presidente da Associação dos Servidores Técnico-Administrativos da UEL (Assuel), Itamar Nascimento, disse o sigilo é uma estratégia de ação, além da preocupação do grupo com uma possível repressão da polícia. Uma equipe de servidores estaduais está na Capital organizando a manifestação, que terá o apoio de outros servidores estaduais.
Ontem o comando estadual da greve protocolou ofício junto à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior onde declaram que estão dispostos a negociar. Eles encaminharam também uma correspondência à comissão de representantes da sociedade agradecendo o apoio recebido e pedindo que o grupo continue como interlocutor dos grevistas junto ao governo. O desconto de 26,57% nos salários de setembro foi pago após o encontro desse grupo com o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahrhaftig.
Os grevistas, de acordo com o professor Kennedy Piau, do Sindicato dos Professores (Sindiprol), pretendem ainda sensibilizar a Assembléia Legislativa. Eles querem que os deputados promovam mudanças nos valores destinados às universidades, previstos no orçamento de 2002 e que está sendo discutido pela Casa.
O vestibular de janeiro de 2002 pode ainda ocorrer no período de 6 a 9 de janeiro, como garantiu o reitor Pedro Gordan. Ele disse que esta semana deverá se reunir com o Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (CEPE) para discutir o assunto. Gordan espera que nesta semana ocorra a negociação entre o governo e os servidores.


