Cerca de 40 pessoas participaram ontem, no bairro de Santa Felicidade, em Curitiba, de um ato público pela condenação dos assassinos do estudante Rafael Zanella, morto com um tiro na cabeça, aos 20 anos, em 28 de maio do ano passado.
Os pais, Cesar Antonio e Elizabetha Zanella, espalharam cartazes para pedir justiça. O primeiro julgamento, na quinta-feira, será de Airton Adonsk Júnior, um dos oito acusados pelo crime. ‘‘O julgamento, além de ser uma resposta para a família, é também para a sociedade’’, disse Elizabetha. ‘‘A população quer readquir a confiança na polícia.’’
Rafael foi morto quando estava indo jogar futebol com dois amigos. Ao ser abordado numa suposta blitz policial, ele parou o carro que dirigia e foi baleado pelo então funcionário público Almiro Deni Schmidt, que, apesar de não ser policial participava da blitz. Em seguida, os policiais tentaram forjar um flagrante. Os dois amigos de Rafael foram presos e pacotes de droga teriam sido colocados junto ao corpo da vítima pelos policiais.
Os pais querem a condenação de todos os acusados. Sete são policiais civis. ‘‘A polícia tem que ser reciclada. Queremos os maus policiais fora e a manutenção dos dignos e de inteira confiança’’, disse Elisabetha.
A dona de casa Terezinha Veloso, 50 anos, também participou do protesto. Junto com os pais de Rafael, ela integra o Fórum Contra a Violência. A filha de Terezinha, Solange, foi morta aos 19 anos, em 1997, com um tiro dado pelo marido, o policial Osvaldo Barbosa Rodrigues. Ele disse que foi um acidente, continua trabalhando na polícia e responde ao processo em liberdade.

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