Um ato público, ontem, no calçadão de Londrina, com a presença de representantes do Centro de Direitos Humanos (CDH), de sindicatos e de grupos anti-violência, marcou a comemoração dos 53 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que acontece amanhã, dia 10 de dezembro.

De acordo com o coordenador do CDH de Londrina, o advogado Jorge Custódio, o objetivo foi chamar a atenção da população para a data e para refletir se há motivos para a comemoração. ''No Brasil e no mundo, mesmo depois de mais de meio século de assinada a Declaração, ainda ocorrem práticas inaceitáveis como a tortura e a violência policial contra os cidadãos. Entendemos que os princípios gerais da Constituição Federal, como o direito à moradia, à educação e ao trabalho, ainda deixam a desejar'', disse.

O CDH de Londrina, de acordo com Custódio, recebe, em média, uma denúncia por dia de casos de desrespeito aos direitos humanos. ''A maioria, cerca de 80%, diz respeito a violência policial, casos de pessoas que são abordadas na rua e espancadas ou mortas por policiais. Em sua maioria são homens, jovens, negros e da periferia'', explicou.

Londrina já registrou neste ano três denúncias de morte causadas por violência policial. O último caso foi o do jovem Hugo César de Oliveira, de 15 anos, assassinado na madrugada de 24 de novembro com 11 tiros. A mãe dele, Ana Maria Silva de Oliveira, participou do ato público, ontem, em Londrina. Na última semana, ela estava tentando viabilizar uma maneira de entrar com uma ação judicial contra o Estado. ''Quero justiça, meu filho morreu inocente'', afirmou.

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