Ato público em Londrina faz apelo para acordo
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2001
Érika Pelegrino<Br>De Londrina 
Autoridades públicas, comunidade, professores e alunos reuniram-se ontem, no final da tarde, no Calçadão de Londrina, em um ato público em defesa da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e do Hospital Universitário (HU). As autoridades manifestaram apoio ao movimento de greve que já dura 87 dias, no sentido de que o governo do Estado faça um acordo ainda este ano para que a greve chegue ao fim.
''Está no momento de o governo negociar, apresentar um índice de reajuste. Tem que ser ainda este ano. Se deixar para o próximo ano haverá muito prejuízo com perda do vestibular, do ano letivo e o fechamento do HU'', afirmou o prefeito Nedson Micheleti (PT). O ato público aconteceu na mesma hora em que os comandos estaduais de greve se reuniam em Curitiba, com o secretário de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior, Ramiro Wahraftig, para tentar uma negociação.
O presidente da Assuel, Itamar Nascimento, afirmou que a manifestação era a ''última cartada'' do movimento para tentar evitar o adiamento do vestibular da UEL. ''Amanhã (hoje) o Conselho Universitário se reúne para decidir o destino do vestibular. Se o pessoal vier de Curitiba com as mãos abanando, a saída será o adiamento por tempo indeterminado do vestibular'', afirmou.
Nascimento salientou que o comando de greve já tentou todas as formas de negociação. ''Apresentamos uma proposta de revisão do piso salarial das categorias corrigindo distorções. Estamos flexibilizando nossa reivindicação, buscando alternativas para o governo e nada'', afirmou Itamar Nascimento.


