Ato pede um julgamento para Rosemary
Osmani Costa
O Centro de Direitos Humanos de Londrina, a Comissão de Justiça da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e diretores de alguns sindicatos de trabalhadores da Cidade promoveram, na tarde de ontem, no Calçadão da Avenida Paraná (área central), uma manifestação de repúdio à morosidade da Justiça brasileira e paraguaia e em solidariedade à londrinense Rosemary Garcia Ferreira, 30 anos, presa no Paraguai desde o dia 5 de maio de 96.
O ato público expôs um painel contando a história do ‘‘drama’’ vivido pela ex-telefonista, desde a sua partida de Londrina - ‘‘Iludida por anúncio de emprego como modelo no Paraguai’’, segundo familiares de Rosemary -, passando pelo prisão no Aeroporto de Assunção (capital paraguaia), quando tentava embarcar para Madri (capital da Espanha) levando quatro quilos de cocaína, até os dias atuais.
Durante a manifestação foram distribuídos panfletos, explicando que ‘‘Rosemary é vítima da máfia internacional do narcotráfico’’, e pedindo apoio às pessoas para que pressionem as autoridades brasileiras a apressarem o julgamento dela pela Justiça do Paraguai. Os panfletos solicitam que sejam feitos telefonemas e enviados fax e cartas ao ministro presidente do Supremo Tribunal Federal, José Celso de Mello.
‘‘Estamos dependendo de um despacho favorável do presidente do STF, para que sejam ouvidas em Londrina as testemunhas de defesa da Rosemary. Isto é necessário para que ela seja levada a julgamento. Já temos provas concretas de que houve engano da Polícia paraguaia, de que ela é inocente e foi vítima de uma quadrilha internacional. Por isto, a nossa reivindicação é para que haja, o mais rápido possível, um julgamento justo e digno’’, explica o advogado Jorge Custódio Ferreira, irmão da londrinense.
Segundo ele, Rosemary Ferreira encontra-se presa na Penitenciária Correcional de Mulheres Bom Pastor, em Assunção, onde é bem tratada e passa bem de saúde. Jorge visitou a irmã dele pela última vez em abril. O ato que pediu solidariedade à população solicitou também que cartas sejam enviadas para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em Brasília.

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