Uma grande manifestação no Calçadão de Londrina, marcada para às 10 horas, deve reunir cerca de 10 categorias de servidores públicos estaduais em greve. A manifestação, coordenada pelo Sindicato dos Professores de Londrina (Sindprol), Sindicato do Servidor Público Técnico Administrativo da Universidade Estadual de Londrina (Assuel) e Sindicato da Saúde de Londrina (Sinsaúde), deve ser engrossada por professores estaduais e servidores públicos federais em greve há mais de duas semanas, além de funcionários do quadro geral do governo Estadual, que também param hoje, por um dia.
A programação da manifestação começa às 8h30, com uma assembléia conjunta de professores e funcionários da UEL no Pinicão do Centro de Ciência Biológicas (CCB) no câmpus. Às 9 horas, um culto ecumênico organizado pelo APP-Sindicato, na Catedral, trará a Londrina 10 caravanas de professores de cidades vizinhas. Às 10 horas, os manifestantes se unem em passeata até o Calçadão, engrossados pelos demais servidores e funcionários dos hospitais em greve.
A manifestação deve ser acompanhada pela Polícia Militar. Segundo o capitão Sérgio Dalbem, comandante da Companhia de Trânsito (Ciatran), não foi montado nenhum esquema especial de tráfego para a área, mas vários policiais poderão ser deslocados para o local se for necessário orientar o trânsito. Já o capitão Altivir Cieslak, do setor de planejamento do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Londrina, informou que policiais estarão monitorando de perto a manifestação. ‘‘O direito à greve é constitucional e garantido. Estaremos lá apenas para preservar a ordem pública’’, disse.
Segundo os sindicatos envolvidos, a intenção é levar o maior número de pessoas possível à manifestação, para chamar a atenção da população para os problemas que as categorias vêm enfrentando. ‘‘O caso do Hospital Universitário (HU), por exemplo, é muito sério. Os servidores estão trabalhando além de sua capacidade física. O HU tem uma falta crônica de pessoal com 51 vagas que precisam ser preenchidas e não são. Isto sobrecarrega o pessoal que, para piorar, não recebe horas extras e nem o desconto semanal renumerado’’, explicou a presidente do Sinsaúde, Ana Maria Cruz.
Às 16 horas, os participantes do ato fazem a ‘‘Festa da Greve’’, no pátio do Restaurante Universitário, no câmpus; e, na quinta-feira, também em conjunto com professores da rede estadual, promovem o debate ‘‘Desmonte do Ensino Público’’, na Concha Acústica, com a participação de representantes do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), da APP-Sindicato e do Comitê em Defesa do Ensino Superior Público do Paraná. (T.E.)

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