Ato levanta suspeitas
Fontes ligadas ao movimento estudantil afirmaram à reportagem da Folha que acreditam em fortes conotações políticas para a decisão do prefeito de acatar o projeto para o Passe Livre Social. Segundo essas fontes, o projeto já estaria formatado e sequer teria sido discutido entre toda a diretoria da Ules. A aprovação do passe livre em ano eleitoral também estaria servindo a interesses da direção da entidade, que teria um de seus diretores como candidato do PT a uma vaga na Câmara de Vereadores. Em conversa com alguns dos estudantes presentes à passeata, todos afirmaram desconhecer o conteúdo do projeto encaminhado à prefeitura.
''Isso é um absurdo. A Força Jovem não consegue ser protagonista de um movimento como esse e levanta essas especulações para aparecer. Além do mais, o PT já encerrou as inscrições para a pré-candidatura de vereadores'', rebateu o presidente da Ules, supondo a participação do movimento dissidente nas afirmações.
Além do encaminhamento de uma ação ao MP contra os diretores que autorizaram a saída dos alunos das escolas durante o horário de aulas, a Força Jovem pediu a prestação de contas da Ules nos últimos cinco anos. Edmilson Costa alega que durante este período, não foram desenvolvidos projetos para o uso do dinheiro arrecadado pela Ules. Tiago Abreu afirmou que a prestação deve ser encaminhada à Justiça e à Câmara de Vereadores na próxima terça-feira. (A.M.)





