Colegas de faculdade, amigos, professores e parentes da estudante Andréa de Jesus Cabral participaram anteontem à noite de um ato ecumênico em homenagem à jovem, assassinada numa estrada de terra perto da Universidade Estadual de Londrina (UEL) na quinta-feira da semana passada. Os participantes se reuniram no Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa) e caminharam até a capela da UEL com velas nas mãos. Andréa tinha 21 anos e era estudante do primeiro ano de Serviço Social.
Entre cânticos e orações, muitos dos participantes da cerimônia fizeram pronunciamentos para homenagear a jovem. As falas enfatizaram o sonho de Andréa de melhorar as condições de vida de famílias carentes e a necessidade de pregar a paz. ''Eu tenho certeza de que a Andréa jamais falaria em vingança se tivesse acontecido a algum de nós algo tão triste como o que fizeram com ela'', disse um colega. Integrantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UEL, do qual Andréa fazia parte, se comprometeram a levar adiante os projetos que tinham participação da jovem.
Ao final do ato, os familiares estavam comovidos com as manifestações de carinho da comunidade universitária. ''Para mim, minha filha sempre foi o maior tesouro do mundo. E foi fantástico ver que com apenas alguns meses de faculdade ela já era tão querida por tanta gente aqui'', disse o pai de Andréa, o taxista Adão Mendes Cabral.
Ele comentou que a filha pretendia iniciar carreira na política. ''Ela estava fazendo serviço social porque queria muito ajudar os outros'', apontou. ''A Andréa tinha um coração enorme'', disse o pai, entre lágrimas. ''Ela não andava com más companhias, não tinha vícios, era ótima pessoa. Não quero vingança. Quero justiça. Quero que a justiça dos homens faça alguma coisa. A de Deus, essa não falha'', concluiu.

mockup