Tarifa zero no transporte coletivo para universitários e secundaristas de Curitiba foi a principal reivindicação da União Paranaense dos Estudantes (UPE) em passeata realizada ontem pela manhã, dia nacional de mobilização estudantil. Eles não estão satisfeitos com o meio-passe garantido atualmente para 13,6 mil alunos e defendem a veiculação de propaganda nos ônibus para cobrir as passagens para todos os estudantes. As propostas foram apresentadas por uma comissão de entidades estudantis ao diretor de transportes da Urbs, Euclides Rovani, e ao secretário municipal de Administração, José Alberto Reimann, enquanto cerca de 1,5 mil alunos esperavam em frente à prefeitura, alguns com rostos pintados.
Os estudantes saíram com a promessa de que será agendada uma reunião, nos próximos dias, com o prefeito Cássio Taniguchi. Porém, o governo afirma que para garantir passe livre aos estudantes a tarifa teria que subir dos atuais R$ 0,85 para R$ 1,40. O presidente da UPE, Joel Benin, rebate a alegação. ‘‘A publicidade em ônibus, terminais e relógios de temperatura gerará recursos suficientes para financiar a gratuidade, sem onerar os demais usuários do transporte coletivo’’, diz, com base em projeto de lei do vereador Carlos Bortoletto em tramitação no Legislativo.
Segundo números da UPE, existem hoje na capital 340 mil estudantes secundaristas e universitários.
Professores e Servidores Integrantes da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR-Ssind) se concentraram ontem pela manhã nas escadarias do prédio central da federal, na Praça Santos Andrade. Em seguida, caminharam até a Boca Maldita, onde às 11 horas fizeram uma ato público. A mensagem que foi levada às ruas foi de uma ‘‘Universidade Pública Gratuita e de Qualidade, O Brasil tem Futuro’’, lema da campanha lançada pela UFPR no dia 16 de abril.
Em Ponta Grossa, o Dia Nacional de Luta, organizado pela União Nacional dos Estudantes reuniu ontem perto de 100 pessoas na Universidade Estadual de Ponta Grossa. A pouca participação não desanimou os coordenadores do Diretório Central dos Estudantes, que convidaram os presentes para uma passeata pelas ruas da cidade até o calçadão da Rua Coronel Cláudio, onde distribuíram panfletos sobre a autonomia das universidades e o corte de verbas para a educação. À tarde, o movimento ganhou a adesão de alguns sindicatos. À noite, os estudantes passaram em salas de aula para discutir o assunto, mas a grande maioria dos alunos, que mora em outras cidades, já tinha deixado a universidade para passar o feriado em casa. (colaborou Kelly Cristina Prudencio, de Ponta Grossa)Mauro FrassonCara pintadaAlguns dos cerca de 1,5 mil estudantes que se concentraram em frente do prédio da prefeitura pintaram os rostosAna Maria Tonial
Especial para a Folha

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