O roteiro dos atletas de todo o País que participam dos Jogos Escolares da Juventude, em Londrina, é basicamente restrito às praças esportivas, restaurantes e hotéis. Grande parte dos visitantes, no entanto, está tendo a oportunidade de sair da rotina do evento esportivo e conhecer pontos turísticos. No cardápio, espaços como o Bosque Central, Biblioteca Pública, Catedral Metropolitana, Teatro Ouro Verde, Praça Willie Davids, Museu de Arte, Praça Rocha Pombo, Museu Histórico Padre Carlos Weiss e Lago Igapó.
A jogadora de vôlei Briyith Echeverria, de 17 anos, que integra a delegação de Natal, declarou ter gostado de saber que a cultura cafeeira foi importante na história de Londrina, assim como é forte no seu país natal. "A história de Londrina é muito interessante. Tem muita coisa que eu não sabia. Achei a cidade muito linda. Tem coisas que parecem com a Colômbia", declarou, destacando a grande presença de pombos nas ruas da cidade. "É como na Colômbia. Em Natal, eu ainda não vi nenhum. Mas o que eu mais gostei foi conhecer o pau-brasil e a peroba. Lá na Colômbia não tem isso", relatou.
Também atleta do vôlei de Natal, Ana Clara de Medeiros Silva, de 16 anos, disse que o passeio turístico acrescentou muito à experiência de participar dos Jogos da Juventude. "É uma cultura nova e misturada. Percebi que a história é muito preservada. A organização da cidade é bastante diferente em relação a Natal, como o fato dos pontos turísticos estarem todos juntos. Em Natal é tudo mais espalhado. O Museu Histórico tem de tudo o que aconteceu desde o começo da colonização e é bem detalhado", elogiou.
Outra integrante da equipe, Isabelle Araújo de Medeiros, de 16, também disse ter apreciado o giro pelos pontos turísticos londrinenses. "A cidade é linda e dá vontade de conhecer cada vez mais. Conheci os palacetes dos barões de café, o Lago Igapó. É tudo muito diferente, inclusive o clima da cidade", comparou.
E foi o calor que tem feito na cidade que não agradou a técnica Francileide Custódio. "Aqui é muito quente. Em Natal faz calor, mas venta bastante. Aqui é muito abafado", criticou. Mas ela também elogiou Londrina. "É uma cidade tranquila. Esse tour é muito interessante para as atletas até para que elas aprendam mais", salientou.
A guia turística Sandra Schobiner, que atua como voluntária no evento, contou que o interesse dos potiguares pelas informações sobre a história local era grande. "Não imaginava que eles prestassem tanta atenção. Ficaram encantados e logo depois das explicações começaram a perceber que tudo na cidade está relacionado à cultura do café, se referindo ao Estádio do Café, ao Shopping Catuaí, entre outros", destacou. "Nós temos uma história rica, que eles passaram a conhecer", completou Laura Zechini dos Anjos, também guia turística voluntária. A iniciativa de levar os atletas para fazer turismo em Londrina é do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), em parceira com o Museu Histórico Padre Carlos Weiss e o Comitê Olímpico do Brasil (COB). O evento esportivo, que termina hoje, reúne 3,8 mil atletas.

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