Atletas especiais pedem doações de quimonos
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sexta-feira, 27 de maio de 2005
Carolina Avansini<br> Reportagem Local 
Portadores de necessidades especiais matriculados em três instituições de Londrina e Arapongas (37 km a Oeste de Londrina) contam com o auxílio das artes marciais para ganhar agilidade nas atividades do cotidiano. Integrantes do projeto ''Síndrome de down - Arte e vida em movimento com karatê'', desenvolvido desde 1999 pelo professor Mário Molari, da Universidade Norte do Paraná (Unopar), 43 alunos aprendem o esporte com o objetivo de obter ganhos em seu desenvolvimento global. Convicto sobre os benefícios trazidos pela prática do caratê, Molari pede o auxílio da comunidade para obter a doação de quimonos para os atletas utilizarem durante as aulas.
Os participantes do projeto são ligados ao Instituto Londrinense de Educação de Crianças Excepcionais (Ilece), APS-Down e Apae de Arapongas. Como as famílias são carentes, não possuem condições de comprar os quimonos. ''Os alunos cobram o uniforme, pois gostariam de usar a mesma roupa que o pofessor'', disse. Para Molari, a prática do esporte com a indumentária correta vai formalizar o aprendizado e melhorar a auto-estima.
O professor explicou que a prática do caratê melhora capacidades neuromotoras como equilíbrio, agilidade e concentração; desenvolve a parte cardiorespiratória, que costuma ser mais frágil nessas pessoas; melhora a flexibilidade, facilitando a realização de tarefas cotidianas; aumenta a força; e previne a obesidade.
Os alunos do Ilece frequentam as aulas desde o ano passado. ''Observamos melhorias no comportamento, na disciplina e na concentração durante as atividades'', analisou o professor de educação física da instituição, Edson Luiz Martinussi. Segundo ele, a saúde dos participantes também é beneficiada. ''O maior ganho é em qualidade de vida'', comentou.
Daniele Fabris Martins, 25, é uma das alunas de Molari. ''Gosto de aprender os movimentos'', disse ela. Paulo Augusto Goia, 28 anos, acha que ficou mais forte e mais ágil após começar a praticar caratê. Paulo Benini, 31, acrescentou que as aulas o ajudam na prática de outros esportes. ''Esperamos que as pessoas doem quimonos'', pediram.
Quem quiser ajudar o projeto através da doação de quimonos ou dinheiro para aquisição das peças deve entrar em contato com o professor Mário Molari pelos telefones (43) 9942-4099/3348-0960.


