Atlas mostra situação de 3.406 municípios
A Fundação SOS Mata Atlântica vai utilizar a nova edição do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica para convencer os 3.406 municípios brasileiros que ainda possuem vegetação nativa a lutar pela preservação da floresta. O trabalho será embasado nos dados específicos de cada cidade apresentados pelo atlas, uma novidade em relação às versões anteriores do estudo, quando as informações eram aglutinadas por Estados.
A organização não-governamental monitorou a mata de 1995 a 2000, pela primeira vez com tecnologia digital, considerada uma inovação que propiciou maior exatidão na pesquisa. O primeiro mapeamento (1985 a 1990) e o segundo (90 a 95) utilizaram recursos analógicos.
Para o diretor da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, quem desconhece suas reservas florestais não tem como protegê-las. Portanto, a próxima etapa será entregar exemplares do atlas aos prefeitos, vereadores, promotores, entidades ambientais e outros segmentos da sociedade.
Para Mantovani, a população costuma preocupar-se com a floresta Amazônica, o chamado pulmão do mundo, mas ao mesmo tempo esquece de preservar as áreas verdes ao seu redor. A Mata Atlântica não existe só para proteger o mico-leão-dourado. Ela tem o importante papel de garantir o abastecimento de água, da questão climática e a fertilidade do solo, adverte Mantovani.
O atlas da Fundação SOS Mata Atlântica, produzido em conjunto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi lançado ontem no 10º Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, em Foz do Iguaçu. Ele é considerado a principal fonte de informação sobre a Mata Atlântica. Mantovani diz que nem o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) tem informações semelhantes. (A.P.)





