Curitiba - O projeto que proíbe a atividade de aluguel de cães para guarda será discutido durante uma reunião no dia 15 de agosto. A informação é da presidente da SOS Bicho, Rosana Gnipper, que participou com outros representantes do Movimento em Defesa dos Direitos dos Animais de um ato público em frente à Prefeitura de Curitiba. Após a manifestação, realizada na sexta-feira, um grupo de ativistas foi recebido pelo secretário de Governo, Rui Hara. Ficou decidido que as implicações jurídicas do projeto serão analisadas pela Procuradoria Geral do Município e pela secretaria de Urbanismo.
Segundo Rosana, entre abril e maio foram realizadas três audiências públicas e a Procuradoria Geral não participou de nenhuma delas. ''Não queremos fazer nada inconstitucional, mas temos pareceres do Ministério Público Estadual provando que é possível fechar essas empresas'', acrescentou.
Um projeto de lei de autoria do ex-vereador e atual secretário municipal de Trabalho, Manassés de Oliveira, que propõe a regulamentação da atividade de aluguel de cães tramita na Câmara Municipal. Mas, o Movimento quer a total proibição da atividade que, segundo ativistas, gera graves problemas de saúde pública e de segurança à população e fere o artigo 225 da Constituição Federal, que garante a proteção da flora e da fauna. Ano passado foram registrados 264 reclamações contra empresas do ramo de Curitiba e Região Metropolitana.
Embora não haja números oficiais, ONGs e empresários estimam que 20 empresas atuam no setor. ''Mas há muitas clandestinas. Se for aprovada a proibição dessa atividade, será pior. Eu mesmo, que tenho uma empresa constituída e emprego 20 pessoas, terei de ir para a clandestinidade, pois não vou deixar de trabalhar com cães'', afirmou o empresário Jair Pereira Pinto Jr. Ele garante que os cães recebem a assistência necessária.

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