Quase 20 dias depois, as oficinas da Fundação de Esportes de Londrina (FEL) estão voltando a ser oferecidas na Praça da Juventude da zona sul de Londrina. Ações de vandalismo, como portão e porta arrombados, vasos sanitários danificados, bolas, camisetas e chuveiros furtados, fizeram com que as atividades fossem suspensas, um mês após a inauguração do espaço, localizado nas Avenida Guilherme de Almeida. Durante a semana dois coordenadores da FEL ficavam no local, mas no período noturno e aos fins de semana o espaço ficava sem monitoramento.
"Agora temos segurança 24 horas por dia, com a presença da Guarda Municipal. Com isso as oficinas voltarão a ser oferecidas o mais breve possível, já que estamos terminando o planejamento das atividades, conforme solicitação da comunidade", explica presidente da FEL. Élber Giovane de Souza,
Segundo ele, os funcionários da Fundação conversaram com os moradores para definir as atividades de maior interesse e já estão confirmadas as oficinas de skate, futebol de salão, futebol de campo, ginástica e vôlei de areia. "As secretarias de Assistência Social e do Idoso também já entraram em contato para utilizar o espaço", conta.
Entre os frequentadores, a presença dos guardas trouxe tranquilidade e a esperança de que agora o espaço seja devidamente aproveitado. "O patrimônio é nosso, esse local é muito bom e foi muito bem feito. Todos os dias a gente vem caminhar aqui e precisávamos dos guardas", afirma o aposentado José Alfredo Lima, de 81 anos, que não dispensa a companhia da esposa, Liberina Rosa de Lima.
A equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Itapuã (zona sul) também está usando a praça para o trabalho com a comunidade. "Antes usávamos o salão de uma igreja, mas aqui temos mais espaço. Sempre ficávamos com receio porque não sabíamos quem podia chegar e nos abordar. Agora ficou melhor. Depois do trabalho da nutricionista na sala, tenho toda essa estrutura para desenvolver minhas atividades", comenta Roberto Barbosa dos Santos, educador físico da UBS.

Alongamento
Entre as oficinas que já voltaram a ser oferecidas, está o alongamento. A costureira aposentada Maria de Lurdes Soares disse que ficou sabendo do reinício das aulas durante a caminhada. "Moro no (Jardim) Campos Elíseos (zona sul) e aqui fica bem perto para mim. Acho que as atividades precisam ser mais divulgadas, eu sempre estou fazendo alguma coisa, porque ficar parada em casa não faz bem", destaca.
"O que precisa fazer agora é trazer a academia ao ar livre para cá. Lá fica muito escondido, dá medo de ir muito cedo, porque a gente fica sozinho", pede a dona de casa Leorna Alexandre Biondo.
A professora de Educação Física e funcionária da FEL, Celita Klepa, explica que está sendo finalizado o calendário de atividades, que devem acontecer de manhã e à tarde. "Durante a noite o espaço também poderá ser utilizado, temos um grupo que já marcou de vir jogar futebol uma vez por semana. Inclusive eles irão ajudar molhando a grama do campo. A ideia é essa, que a comunidade venha cada vez mais aqui, que as mães tenham confiança de seus filhos pequenos frequentarem a praça e que passem a cuidar do lugar, deixando o vandalismo de lado."

Maria Cecília
Segundo o presidente da Fundação de Esportes, a prioridade era a presença da Guarda Municipal e somente agora será avaliado como resolver o problema da academia ao ar livre. "Nosso próximo objetivo é assumir o Clube do Conjunto Maria Cecília (zona norte), que agora está com a Cohab (Companhia de Habitação). É uma pena um lugar como aquele ficar parado. Estamos inclusive conversando com os bombeiros, para que nos ajudem na segurança nas piscinas, que em contrapartida poderiam ser usadas por eles durante exercícios e treinamentos", destaca Souza.
Em fevereiro, quando foi publicada uma matéria na FOLHA sobre dengue na zona norte, diversos moradores da região solicitaram que o clube seja reaberto, inclusive com oferta de aulas de natação, como ocorria antigamente.

mockup