Atividades predatórias no PR cresceram 70% no ano passado
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quinta-feira, 02 de abril de 1998
Guilherme Pupo 
Kraw PenasRibas: A caça é hábito nas comunidades rurais. Isso só vai mudar com uma consciência preservacionistaOs policiais florestais do Paraná detectaram 3.193 atividades predatórias ao meio ambiente durante o ano passado. O número de autuações ligadas à caça, pesca e flora cresceu 70% em relação ao ano anterior, segundo o relatório estatístico anual do Batalhão de Polícia Florestal.
Os dados foram divulgados ontem, durante um encontro entre integrantes do Batalhão e representantes de organizações não-governamentais (ONG). O evento, na Associação Médica do Paraná, fez parte da comemoração dos 41 anos de criação do Batalhão.
Do total de autuações, o maior número está relacionado a atividades ilegais de pesca (1.426 casos registrados). Em seguida, aparecem infrações detectadas na flora (desmatamentos, retirada de palmito), com 932 casos, e de caça, com 835. Os municípios com maior número de ocorrências em 1997 foram os de Ponta Grossa, Antonina, Araucária, Foz do Iguaçu e Curitiba.
Segundo o comandante do Batalhão, tenente-coronel Abelmídio Sá Ribas, uma das principais dificuldades do trabalho de fiscalização é o baixo efetivo em atividade no Estado. Hoje, existem 415 policiais florestais trabalhando no Paraná (140 somente na área da Mata Atlântica), e a companhia tem 42 viaturas para cobrir todo o Estado. De acordo com o comandante, a falta de recursos orçamentários também prejudica as atividades do órgão - neste ano, foram destinados R$ 850 mil para o Batalhão.
Para o tenente-coronel Abelmídio Ribas, um dos maiores problemas que ainda persiste no setor é a caça de animais silvestres, principalmente no Interior do Estado. A caça ainda é um hábito nas comunidades rurais, e isso só pode ser modificado com a formação de uma consciência preservacionista, avalia. O programa de educação ambiental aplicado pelo Batalhão no ano passado atingiu cerca de 40 mil pessoas. Neste ano os policiais florestais também estão trabalhando para detectar problemas de poluição e mineração irregular.


