Atividade na Apae está ameaçada
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sexta-feira, 08 de janeiro de 1999
Osmani Costa 
As 243 crianças e adolescentes que estudam na Escola Especial Santa Rita, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Londrina, estão de férias neste mês. Mas o retorno das atividades normais, marcado para 1º de fevereiro, está ameaçado pelo atraso no repasse das verbas do Ministério da Previdência e Ação Social, segundo o presidente da Apae, José Carlos dos Reis.
O atraso no repasse - que é feito através da Secretaria Municipal de Ação Social - é relativo às parcelas de novembro e dezembro, totalizando pouco mais de R$ 15 mil. Para pagar os salários de dezembro, férias e 13º dos 66 funcionários, tivemos que recorrer a empréstimo bancário. Nossa folha de pagamento mensal custa cerca de R$ 32 mil, afirma Reis.
De acordo com Reis, a entidade fundada há mais de 30 anos recebe mensalmente também verbas municipais (R$ 4 mil) e estaduais (R$ 18 mil); além de doações de cerca de 3 mil pessoas (R$ 6 mil). Os constantes atrasos das verbas federais geram uma insegurança muito grande e só ocorrem por falta de prioridade à educação por parte dos poderes públicos. Falta vontade política às nossas autoridades para resolver o problema.
No início de novembro último, a Escola da Apae chegou a interromper as atividades por alguns dias para protestar contra o atraso no repasse das verbas federais. A secretária municipal de Ação Social, Marisa Goettel do Nascimento, garante que o problema é de responsabilidade exclusiva de Brasília. Estes atrasos se tornaram rotina, infelizmente. No final de dezembro, o Ministério repassou as verbas de setembro e outubro. Não temos previsão de quando chegará o dinheiro referente a novembro e dezembro.
Além da Apae, outras 46 entidades londrinenses de assistência social dependem das verbas federais. O repasse mensal para elas totaliza R$ 91.189,51. Estamos preocupadas com esta situação, mas não temos muito a fazer além dos constantes contatos com a direção da Secretaria Nacional de Assistência Social e com os deputados federais da região, explica Marisa do Nascimento.


