Londrina – Quando a vontade de parar de fumar é grande, mas superada pelo comodismo, a atividade física pode ser a porta de saída do vício. Este é o caso de João Batista Xavier, de 29 anos. Influenciado por amigos, começou a fumar cedo, aos 14 anos. Só no ano passado se deu conta que tinha que mudar os hábitos. A vida sedentária o acompanhou durante todo o tempo. Nos primeiros sinais do corpo, Xavier se apressou em começar os exercícios.
"Nos primeiros três meses eu fumava e fazia exercícios, mas aos poucos, percebi que as duas coisas não caminham juntas. Optei pela melhor", contou. Atualmente, Xavier tem uma rotina disciplinada. Logo pela manhã, já faz uma caminhada até a Avenida Robert Koch (zona leste), na Academia Evolução, onde treina pesado. "Quando fumava, eu pesava 62 quilos. Agora ganhei massa muscular e já estou com 76 quilos. Me sinto bem melhor", destacou. "Aos poucos voltei a sentir o gosto da comida", completou.
Já a vendedora Aline Ramalho, de 37 anos, está no grupo daqueles que não conseguiram parar de fumar e que não fazem exercícios. "Todo começo de ano eu faço planos, mas me rendo logo nas primeiras semanas. Mas sei dos riscos e logo vou parar", planejou. "A atividade física é o meio mais fácil para deixar de fumar", assegurou Fábio Pitta, pós-doutor em Fisioterapia e professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL).
O cabeleireiro Jocelino Francisco da Silva, de 55, elogiou a lei de combate ao tabaco e as campanhas de conscientização. "Enfim uma lei que deu resultados. Antes, quem trabalhava direto com o público sofria muito. Eu tinha que ligar ventilador pra amenizar, mas a fumaça incomodava muito". Silva lembrou que começou a fumar com 12 anos, mas, repreendido pela mãe, largou o cigarro dois anos depois. "Ainda bem, senão estaria cheio de doenças", supôs. (C.F.).

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