Voluntários da Pastoral da Criança afirmam: o trabalho faz bem para a alma. ‘‘Eu era triste, tinha pressão alta. Depois que comecei a atuar na pastoral, tudo melhorou. Deveria ter iniciado antes’’, afirma a dona de casa Aparecida Quintana, 57 anos. Ela é voluntária há dois anos e mora em São Pedro do Ivaí (62 km ao sul de Apucarana). Aparecida viajou três horas ontem para Florestópolis para comemorar os 15 anos da pastoral.
Maria Madalena Ribeiro, 62 anos, veio de Paranaguá (Litoral). Viajou dez horas e viajaria mais dez, de volta, ainda ontem. ‘‘A gente faz de tudo pelo sorriso de uma criança’’, afirmou. Ela é voluntária há nove anos, trabalha todos os dias na atenção a crianças e gestantes e diz ter perdido as contas sobre o número de bebês que ajudou a salvar.
A líder comunitária lembra que toda pessoa deveria trabalhar voluntariamente para o bem do próximo. ‘‘Você faz um pouco e recebe em dobro de Deus’’, disse. Maria Madalena afirma que aqueles que iniciaram na pastoral repensaram suas vidas. ‘‘Acaba até aquela história de ‘me dói aqui, dói ali’ porque as pessoas aprendem a se dedicar ao próximo’’, explicou.
A professora Elvira Rosana Macedo, 30 anos, levou o filho Vítor, de um ano, para acompanhar a festa. Ela mora em Londrina, mas morava em Florestópolis quando a pastoral foi fundada. ‘‘Vi esse trabalho nascer. Antes, éramos a capital da mortalidade. Agora estamos colhendo os frutos’’, disse, orgulhosa.
A maioria dos 118 mil voluntários da pastoral é mulher, mas ontem, na comemoração em Florestópolis, havia também homens. ‘‘Eles estão começando a colaborar com a gente e isso é muito bom’’, destacou a coordenadora nacional da entidade, Zilda Arns Neumann.
Antônio Nascimento de Moraes, 36 anos, auxiliar de serviços gerais da Prefeitura de Cianorte (80 km a leste de Umuarama), trabalha como líder comunitário da pastoral há dois anos. Foi levado pela mulher, Terezinha, e é o único homem no grupo de dez voluntários. ‘‘Eu recomendo’’, fez questão de frisar.

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