O trabalho voluntário vem sendo cada vez mais valorizado por recrutadores. Segundo Thaís Carneiro Monteiro, da Admita Recursos Humanos, no processo de seleção a ação não tem um peso direto, mas não deixa de ser uma experiência e exige a mesma competência do indivíduo e, indiretamente, possui um peso social que acaba dizendo muito sobre a pessoa. ''Esse senso de responsabilidade social é muito importante'', conta.
Segundo Thaís, apenas 30% dos currículos que chegam às suas mãos mencionam o trabalho voluntário, mas a tendência é de que isso se amplie. Ela explica que não existe um serviço voluntário específico que seja mais valorizado no momento da seleção, mas sugere a escolha de projetos mais organizados, com um foco específico. ''Existem projetos que quando a pessoa deixa de ajudar ele acaba, então configura mais como assistencialismo. Não querendo desmerecer os benefícios do assistencialismo, mas o trabalho voluntário deve focar no desenvolvimento do outro'', conta.
Thaís diz que, apesar de não ser remunerado, todo trabalho voluntário deve ser divulgado no currículo do candidato a um emprego. Ela conta que muitas vezes recebe currículos que não mencionam esse trabalho e descobre somente quando questiona o candidato. ''Muita gente não entende isso como atividade profissional e as pessoas acabam não divulgando tanto'', conta.
Thaís menciona que ela mesma, sempre que pode, é voluntária para dar palestras, para orientar pessoas sobre como elaborar um currículo. O objetivo é ajudar as pessoas a conquistar uma colocação. (V.O.)

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