Atividade diferente e apaixonante
Para a professora aposentada Diomar Ribeiro Sanzobo, dançar é uma qualidade de família. Aos 59 anos, ela participa de suas primeiras aulas de flamenco depois de já ter feito sapateado e dança de salão por muitos anos. Com porte de bailarina, Diomar não nega que traz nos genes a paixão pelo rebolado.
''Meu pai me ensinou a dançar quando eu tinha oito anos porque minha mãe não gostava e ele precisava de um par. Desde então me apaixonei pelos ritmos e pela música, já que também toco um pouquinho. Se pudesse, faria todo tipo de dança'', confessa a aposentada, que também frequenta a academia há nove anos.
''Minha família é muito divertida, meu pai tocava acordeão e todos adoram dançar. Quando morava em Ibiporã eu e minha filha vinhamos para Londrina para estudar teclado e piano'', relembra Diomar, que já assistiu a apresentações de dança flamenca e guarda uma coleção de CDs com música espanhola em casa. ''Depois que minhas aulas de sapateado acabaram, a Ana Paula me laçou'', brinca.
Quem também se deixou enfeitiçar pela magia do flamenco foi a aposentada Wanda Claro de Oliveira. Aos 66 anos, ela já fez de tudo na vida antes de parar de trabalhar: de bancária a funcionária de loja de presentes. Mas foi na dança que encontrou um modo de se exercitar e manifestar a paixão pela vida que sempre deixou guardada no peito.
''Dança é algo de mulher. Imagina quanto não tivemos de lutar contra nossa própria inibição para ter coragem de fazer algo que desagrada nossos maridos. Marido quer ver mulher dentro de casa'', desabafa Wanda. Para ela, no entanto, o flamenco é uma dança que move as pessoas, principalmente os homens. ''Eles ficam tocados ao ver uma mulher dançar e como sempre gostei de dança, desde pequena, resolvi procurar uma atividade física que fosse diferente e apaixonante ao mesmo tempo.'' (M.G.)





