Em uma primeira avaliação feita pelo governo gaúcho, 22 mil pessoas foram atingidas pelas fortes chuvas, ventos e queda de granizo registrados até quinta-feira em 18 municípios do Rio Grande do Sul. Há expectativas de que esse número suba para 60 mil.
A Defesa Civil do Estado, que já registrou cinco mortes, empreendeu ontem uma espécie de mutirão para resgatar pessoas isoladas pelas águas, utilizando-se de barcos, lanchas e helicópteros. Além dos cinco mortos, há dois desaparecidos.
Até a tarde de ontem, 16 municípios haviam decretado situação de emergência. Dois outros estavam em estado de calamidade pública. O acesso a algumas cidades como Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Canela e Gramado ainda era difícil em razão da queda de barreiras e água na pista.
Na Escola Aeronáutica Civil, em Porto Alegre, houve prejuízo estimado em US$ 1 milhão devido à destruição de dez aeronaves e a pequenos estragos em outras 50.
A previsão da meteorologia é de que o tempo permaneça chuvoso. As chuvas ocorreram devido a uma massa de ar quente vinda do Paraguai, que parou em frente a uma massa de ar frio vinda do Uruguai e do centro da Argentina. Entre as duas, formaram-se círculos de ar quente.

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