Aterros provisórios credenciados para substituir Caximba
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O aterro da Caximba, que há 21 anos recebe o lixo de Curitiba e de 14 cidades da Região Metropolitana, pode ser finalmente desativado a partir de 1º de novembro, dentro do prazo dado pela Justiça. A partir desta data, o lixo da Capital e de 19 municípios da região será depositado em outras duas áreas, uma em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana, com capacidade para receber 2,5 mil toneladas diárias, e outra, com capacidade de 100 toneladas por dia, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC).
As duas áreas foram consideradas legalmente capacitadas, de acordo com edital lançado em junho pelo Consórcio Intermunicipal para a Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, entidade que reúne os 20 municípios. ''Estas duas atenderam todas as exigências do edital. Serão contratadas proporcionalmente à capacidade de atendimento'', declarou a presidente do consórcio Marilsa Dias.
Na quarta-feira, o IAP também emitiu Licença de Instalação para a terceira empresa interessada no serviço, que tem projeto de fazer um aterro sanitário em Mandirituba, na RMC. Esta empresa, porém, ainda não tem local para depositar o lixo.
Segundo o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jorge Augusto Callado Afonso, as empresas tiveram que cumprir uma série de exigências impostas pelo IAP. ''Não havendo o cumprimento de todas as determinações apresentadas pelo órgão ambiental, a licença pode ser suspensa imediatamente'', ressalta. Os projetos incluem sistema de drenagem, remoção e tratamento de chorume e líquidos, sistema de monitoramento de águas subterrâneas e superficiais e instalação de poços de monitoramento do lençol freático.
O credenciamento das áreas é uma medida emergencial, até que haja uma definição para a licitação da área onde será instalado o Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar).
Vizinhança
Os moradores do bairro Caximba ainda não sabem se acreditam ou não na desativação final do aterro. ''Tenho esperança de que aconteça um acidente e feche mesmo dia 1º'', ironiza o presidente da Aliança para o Desenvolvimento Comunitário da Caximba (Adecom) Jadir de Lima.
Para garantir o fechamento, a Adecom deve ingressar com uma ação judicial, na próxima segunda-feira, com pedido de interdição do aterro, que não atenderia à Resolução nº 31 da Secretaria do Meio Ambiente, que prevê distanciamento mínimo de 500 metros entre o aterro e residências. Os moradores pretendem fazer vigília do dia 31 para o dia 1º para verificar se o despejo de lixo será realmente encerrado.


