Maurício Borges
De Apucarana
Um dos problemas ambientais mais graves do Norte do Estado começa a ser solucionado neste ano. Trata-se do lixão a céu aberto de Apucarana, que deve ser desativado em abril, quando está previsto o início de operação do aterro sanitário da cidade, em fase de implantação.
O atual lixão, situado a menos de quatro quilômetros da área urbana, acumulou nos últimos 20 anos grande quantidade de material poluente numa área de três alqueires. Além da proliferação de moscas e combustão permanente áexalando gases tóxicos, o lixão representa risco constante de contaminação dos lençóis freáticos e das nascentes do Rio Pirapó, situados próximos do local, no contorno norte. O manancial é aproveitado para captação de água e abastecimento de Maringá e outros municípios de sua região metropolitana.
A partir do funcionamento do aterro, o município espera dispor de apoio do Estado e do Ministério do Meio Ambiente para promover o saneamento gradativo de toda área do lixão. ‘‘O objetivo é isolar e aterrar todo o fundo de vale, onde está sendo depositado o lixo urbano, promovendo o reflorestamento da área’’, anuncia o secretário de meio ambiente Wágner Moreira de Oliveira.
O secretário informou que o município investiu R$ 110 mil na aquisição de um terreno de nove alqueires, no contorno sul. Segundo ele, a opção obedece a uma tendência determinada por Lei Municipal, considerando que todas indústrias poluentes, como os curtumes, estão concentrados no contorno sul.
O projeto, desenvolvido pela Superintendência de Recursos Hídricos e Sanemaento Ambiental (Suderhsa), prevê investimentos de R$ 270 mil, com recursos provenientes do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID). As obras, iniciadas em dezembro pela Ivano Abdo Construções Ltda – vencedora do processo de licitação dirigido pela Suderhsa –, devem estar concluídas no mês de abril. Atualmente, a empresa está trabalhando na implantação de uma balança, junto ao acesso principal do terreno; e na construção da sede administrativa e de um barracão de apoio, que será utilizado na coleta de lixo reciclável.
De acordo com o projeto, estão sendo implantadas diversas vias de acesso internas; valas para depósito do lixo orgânico e hospitalar; lagoas para descarga de efluentes e controle do chorume; e poços para monitoramento do sub-solo. Todo o terreno já está cercado e isolado, evitando, no futuro, a garimpagem do lixo.
O gerenciamento do aterro sanitário ficará a cargo da prefeitura, com supervisão permanente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Suderhsa. A utilizção de todos recursos de forma adequada poderá garantir uma vida útil de até 40 anos para o novo depósito de lixo urbano da cidade. ‘‘Se conseguirmos ainda viabilizar um processo de coleta seletiva do lixo, poderemos ampliar este prazo’’, avalia o secretário Wágner Moreira de Oliveira.

mockup