Dimitri do Valle
De Pontal do Paraná
O aterro sanitário que receberá o lixo de Pontal do Paraná e Matinhos, no litoral do Estado, será inagurado hoje, às 10 horas, por representantes do governo do Estado e dos dois municípios. A área, de 242 mil metros quadrados, está localizada em Pontal do Paraná, às margens da rodovia PR-407, em Praia de Leste. O aterro terá capacidade para receber 400 toneladas diárias de lixo na temporada de verão.
Apesar do leito do rio Peri passar a cerca de 150 metros do aterro, a Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa) garante que não há perigo de contaminação. ‘‘Não existirá nenhum contato de poluentes’’, disse o chefe do escritório regional da Suderhsa em Paranaguá, Everton Souza.
De acordo com o projeto, todo lixo que chegar ao aterro será pesado. Em seguida, o material vai para um canteiro de 120 metros quadrados de comprimento por 80 metros de largura. Ali, o lixo será compactado e espalhado. Uma camada de argila colocada sobre os dejetos evitará a proliferação de insetos e mau-cheiro.
A parte mais importante do sistema envolve o chorume. Ele é o material orgânico formado pelo acúmulo do lixo. O chorume será conduzido para duas lagoas, onde receberá tratamento para extrair os componentes tóxicos. Numa terceira lagoa, peixes vão mostrar se o chorume será ou não benéfico ao meio-ambiente. Se não for registrada mortandade na lagoa, não haverá perigo para o rio e o lençol freático.
A construção do aterro sanitário levou um ano e 11 meses para ser concluída. A Caixa Econômica Federal (CEF) financiou as obras, que consumiram cerca R$ 1 milhão e 100 mil. Até a conclusão dos trabalhos, Pontal e Matinhos dependiam de um lixão a céu aberto que funcionava no balneário de Shangri-lá. A capacidade do lixão já estava esgotada.
Até o final do carnaval, funcionários da Suderhsa vão manter o aterro em funcionamento. O prefeito de Pontal do Paraná, Hélio Gaissler de Queiroz, diz um consórcio será formado entre os dois municípios para definir a empresa responsável pela manutenção da área. A operação do aterro deverá ser terceirizada. As prefeituras não têm condições de arcar com a compra dos equipamentos.

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