Aterro sanitário é iniciado após 'sinal verde' de promotor
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de junho de 2000
Sid Sauer De Campo Mourão 
A empreiteira contratada pela Prefeitura de Campo Mourão deu início aos trabalhos de construção do aterro sanitário da cidade. A obra está começando com dois meses de atraso porque, em abril, moradores vizinhos do futuro aterro enviaram à Promotoria do Meio Ambiente um pedido de embargo dos trabalhos. Os moradores alegavam receio de que o aterro pudesse contaminar as minas e as nascentes existentes na região.
O projeto para a construção do aterro está dentro dos padrões, disse o promotor Guilherme de Albuquerque Maranhão Sobrinho. Para chegar a essa conclusão, o promotor requisitou à prefeitura toda a documentação referente ao aterro e fez reuniões com técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Secretaria Municipal de Infra-Estrutura e Meio Ambiente. Tudo está dentro do que determina a legislação ambiental, disse Maranhão.
Na semana que vem, o Ministério Público vai realizar uma reunião com moradores da comunidade de São Benedito, onde ficará o aterro, para dar explicações e orientações sobre a obra. O promotor também vai entregar a um representante da comunidade uma cópia do projeto para que os moradores acompanhem as obras e denunciem eventuais irregularidades ao MP. São Benedito fica a cerca de 12 quilômetros de Campo Mourão.
No pedido de embargo apresentado à promotoria, os moradores cobravam a realização de um Relatório de Impacto Ambiental (Rima) como garantia de que o aterro não traria problemas aos proprietários de áreas vizinhas. Maranhão disse à Folha que o porte do aterro não justifica o Rima. O secretário municipal de Infra-Estrutura e Meio Ambiente, Ademir Moro Ribas, disse que as pessoas se assustam com o aterro porque pensam que se trata de um novo lixão.
O lixo não ficará mais a céu aberto nem será depositado diretamente na terra, explica o secretário. O projeto foi feito pela Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Sudersha) e aprovado pelo IAP. O aterro vai custar R$ 350 mil, entre recursos do Estado (75%) e da prefeitura (25%). O restante é custeado pelo Estado. Se tivesse que fazer o Rima, a prefeitura teria que gastar pelo menos mais R$ 100 mil.


