Aterro sanitário deixa de receber resíduos industriais
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Desde o mês de janeiro, os resíduos originados pelas indústrias de Londrina não são mais despejados no aterro da cidade. Esta recomendação foi feita pela Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
De acordo com Carlos Alberto Hirata, chefe do IAP em Londrina, a legislação estabelece que os resíduos industriais devem ir para um aterro industrial e não no aterro doméstico, como acontecia. ''Nós e o Ministério Público estamos com uma ação direta com a prefeitura, para coibir esta ação'', informou.
Como não existe aterro apropriado em Londrina, os industriais têm a opção de reciclar seus resíduos, seguindo o exemplo das indústrias do setor metal-mecânico. ''Existe até uma disputa dessas matérias-primas, pois elas são compradas por ferros-velhos e sucateiros, que alugam caçambas e as deixam nos fundos das indústrias'', afirma Valter Luiz Orsi, presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material elétrico de Londrina (SindMetalLondrina).
Para os resíduos que não podem ser reciclados, como os de Classe 1 - aqueles com potencial tóxico e patológico - a única opção é contratar empresas que levem os resíduos até Curitiba ou outros estados, como Santa Catarina e São Paulo.
É o que vem sendo feito na empresa de reciclagem de chumbo Tamarana Metais, localizada na cidade de mesmo nome. ''Nossos resíduos classe A seguem para a empresa Essencis Ambiental Ltda., de Curitiba, ou para as demais, em Santa Catarina. Mas primeiramente, nós enviamos uma amostra do resíduo para um laboratório de análise e outro para a empresa. A coleta do material só é feita após a autorização do IAP. Cada tonelada de resíduo custa em média R$ 180'', explica Joel Ribeiro Lagos, gerente ambiental da empresa.
Segundo Fábio Reali, diretor de Operações da CMTU, não é intenção da prefeitura criar obstáculos às atividades industriais na cidade. ''Nós reconhecemos a importância da instalação e funcionamento das indústrias para a cidade, porém, é preciso colocar em prática a responsabilidade dos industriais, que é dar uma destinação correta aos seus resíduos'', ressalta.
Até o mês passado, o aterro da cidade recebia em média, 70 toneladas por dia de resíduos comerciais e industriais. ''Os únicos resíduos que ainda podem ir para o aterro são os restos de refeitórios, sanitários e escritórios'', afirma o engenheiro ambiental da CMTU, Elsone José Delavi.
Serviço:O telefone (43) 3379-7900 da diretoria de operações da CMTU está disponível para esclarecer qualquer dúvida


