Edson MazzettoInvestimentoConstrução de nova vala está orçada em R$ 150 mil, mas prefeitura não tem dinheiro

CASCAVEL - Já nos primeiros dias de governo a nova administração municipal de Cascavel se depara com um problema preocupante. A trincheira do aterro sanitário está com sua capacidade praticamente esgotada, permitindo o depósito de lixo por apenas mais 30 dias. A construção de uma nova trincheira exigiria gastos de R$ 150 mil, mas a prefeitura está impossibilitada de fazer o investimento por enfrentar sérias dificuldades financeiras. Além disso, a prioridade é pagar o salário do funcionalismo, atrasado desde outubro.
O aterro sanitário de Cascavel foi ativado em maio de 95, quando foi construída a primeira trincheira. Na ocasião, a prefeitura conseguiu economizar parte dos custos de abertura da vala aproveitando máquinas pesadas do Exército que estavam na região para construção dos trilhos da Ferroeste. Como as obras da ferrovia foram concluídas, o maquinário foi removido.
O secretário de Meio Ambiente, Paulo Valini, diz que o prefeito Salazar Barreiros (PPB) está mantendo contatos com o governador Jaime Lerner para tentar viabilizar recursos para a construção da nova trincheira. Outra alternativa que está sendo estudada é a solicitação de empréstimo de máquinas utilizadas na construção da Usina de Salto Caxias, em Capitão Leônidas Marques. Dessa forma, o custo da obra poderia ser reduzido, como na primeira vez.
O município gera cerca de 110 toneladas de lixo por mês. O projeto do aterro sanitário prevê vida útil de dez anos, com a construção de dez trincheiras, cada uma com capacidade de armazenar 1,6 mil toneladas de lixo. A prefeitura tem intenção de implantar sistema de coleta seletiva, o que permitirá dobrar o período de utilização do aterro. Cada trincheira possui oitenta metros quadrados, com profundidade de oito metros.

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