Aterro poderá ser finalizado, diz secretário
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quinta-feira, 10 de outubro de 2002
Emerson Dias<br> Reportagem Local 
O secretário Municipal do Ambiente, João Mendonça, visitou ontem o aterro que está sendo feito em um vale do Jardim Leonor (zona oeste de Londrina), pivô de uma polêmica envolvendo uma empresa de fiação, uma associação de moradores e uma empresa que coleta entulhos. Mendonça disse que vai ''negociar'' uma alternativa para que o projeto de revitalização seja finalizado.
Acompanhado do presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, Mendonça avaliou a obra e reconheceu que seria impossível aterrar parte da área usando apenas terra. No entanto, afirmou que não haverá mais descarregamento de entulhos no local. ''O material acumulado já é suficiente. Não fica caro terminar, mas vamos negociar com empresas da cidade para que ajudem o projeto, fazendo a terraplanagem'', disse o secretário, destacando que vai tentar conversar com ''todas as partes''. Uma reunião deve ser agendada para isso.
Mendonça disse ainda que as multas impostas à Só Obras Transporte de Entulhos não poderiam ser revogadas. A empresa foi flagrada depositando resto de material, há uma semana, e foi autuada em R$ 12 mil pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). ''A multa não pode ser anulada, mas é possível reverter o valor em um termo de ajustamento e redirecioná-lo no projeto'', explicou.
Cláudio Mendes, um dos donos da Só Obras, disse ontem que está interessado em ajudar a concluir o aterro, mas somente com um parecer definitivo da secretaria. ''Aguardamos a anulação das multas e da autuação do IAP porque tínhamos autorização dos moradores para descarregar no local. Agora, só com um documento assinado pelo poder público'', disse Mendes.
Hoje, às 8h30, Mendonça deverá voltar ao local juntamente com o secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas. Eles devem avaliar as condições em que vivem as famílias ''entrincheiradas'' entre o muro a fiação e a Rua das Seringueiras. Como não há quintal nas casas, as fossas são construídas sob os cômodos, enquanto parte do esgoto é depositada ao ar livre. A Vigilância Sanitária também deverá ser comunicada sobre o problema. (Colaborou Ana Paula Nascimento)


