Para evitar o caos no setor de limpeza pública e gerenciamento do lixo, na opinião do secretário de Serviços Públicos de Arapongas, Mauro Rodrigues Mello, Londrina precisa de ações concretas emergenciais. Ele aponta como prioridades a adequação do Aterro Sanitário (‘‘Lixão’’) e uma coleta de lixo racionalizada.
Para o secretário, o ‘‘Lixão’’ está mal gerenciado. Segundo ele, metade da área do aterro ainda pode comportar oito metros de altura de lixo compactado,
aumentando a sua vida útil em seis anos e não em apenas mais um ano e meio, como está previsto.
‘‘A prefeitura terá que procurar às pressas uma área para construir um novo aterro, correndo o risco de pagar muito mais caro, quando ainda pode manter o mesmo aterro por mais seis anos’’ - garante. Outra ação urgente, na opinião do ‘‘lixólogo’’, como Mauro Mello se define, é uma coleta de lixo mais racionalizada e com um sistema de cobrança mais justo. ‘‘A cidade cresceu muito e o serviço não acompanhou a demanda’’, diz.
Cada gerador de resíduo deveria pagar pelo lixo que produz. Para isto seria necessário criar um sistema de coletas diferenciadas: uma coleta de lixo domiciliar, uma de resíduos de serviços de saúde, uma de entulhos, uma de lixo industrial e uma de lixo comercial. Mello conta que o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos urbanos de Arapongas funciona assim.
Cada um destes resíduos é encaminhado para aterros específicos e quem paga pela coleta, transporte e destinação são as fontes geradoras de cada material. ‘‘Em Londrina estes serviços são realizados erroneamente, com todo tipo de lixo sendo encaminhado para o mesmo local e a população pagando por todo lixo gerado na cidade.’’ (E.P.)

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