Aterro não é usado por falta de equipamentos
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terça-feira, 10 de junho de 2003
Benedito Teles<br>Equipe da Folha 
Santo Antônio da Platina O aterro sanitário de Santo Antônio da Platina (25 km ao sul de Jacarezinho) esta pronto, mas não pode ser utilizado devido à ausência de equipamentos. Seis meses depois da inauguração o lixão a céu aberto continua a ser usado como depósito de resíduos urbanos pelo município. A prefeitura informou que seria necessária a liberação de R$ 500 mil para a aquisição dos equipamentos e liberação do funcionamento no setor.
O aterro está localizado às margens da PR-439, a seis quilômetros da cidade. A estrutura física do aterro sanitário teve início em 99, mas foi paralisada em 2000 devido a problemas técnicos no projeto. Em 2002 a obra foi reiniciada a entrega ocorreu só em fevereiro de 2003. O aterro tem 96 mil metros quadrados e custou R$ 370 mil em recursos estaduais. A prefeitura informou que 12 pessoas trabalham como catadores no lixão e que, pelo menos, outras 19 trabalham como catadores na cidade.
O prefeito Flávio Maiorky (PSDB) disse que tentou viabilizar os recursos para aquisição dos equipamentos junto aos governos estadual e federal, mas que ainda não obteve resultados. Ele explica que a liberação do recurso é fundamental para o início das atividades do aterro. Os programas e solicitações, segundo ele, foram encaminhados a diversos órgãos.
O chefe do departamento de planejamento, Celso Botelho Manhas, disse que o cronograma de implantação do aterro prevê o início das operações em julho. Ele explica que vai sugerir, além da aquisição de equipamentos, a locação ou a cessão de maquinários de outros setores da prefeitura. ''Vamos optar por uma alternativa para tentar viabilizar a operação no lixo'', disse. Segundo ele, o plano de gerenciamento do lixo público também está pronto.
Manhas disse que já foi realizada uma divulgação prévia do programa de coleta seletiva em bairros e escolas, mas que o trabalho será intensificado com o início da operação do aterro sanitário. Ele explica o programa prevê ainda o estímulo a criação de associações de catadores de lixo e a formação de agentes ambientais junto aos alunos da rede pública e privada de ensino.


