O aterro do córrego Moscados, que acaba com a maior voçoroca urbana de Maringá, na Vila Bosque, foi fechado ontem pela prefeitura. As obras começaram há mais de cinco anos, pondo fim às voçorocas no meio da reserva de mata do Parque do Ingá, onde nasce o córrego. O problema maior era a área depois do parque, onde a erosão colocava em risco várias casas. O buraco feito pela água das chuvas, descarrecadas no córrego, tinha trechos com mais de 10 metros de profundidade e pelo menos 500 metros de extensão.
O primeiro passo foi preparar a área para canalizar o córrego. ‘‘Demoramos tanto tempo para solucionar o problema por pura falta de verbas’’, disse o diretor do Serviço de Obras e Pavimentação (Saop), Ivo Barros. A falta da canalização obrigou a prefeitura a refazer várias vezes a calçada na avenida lateral ao Parque do Ingá, onde começava a voçoroca.
O local é cercado de telas para proteger os pedestres. No final do ano passado foram instalados cerca de 700 tubos com 2,2 metros de diâmetro, suficientes para suportar o volume de água despejado pelas galerias pluviais no córrego.
Barros observa que em pouco mais de três meses a área foi aterrada com entulhos e depois da nivelação o terreno será entregue novamente aos moradores. A prefeitura quer agora abrir uma rua ligando a Rua Monteiro Lobato, na Vila Operária, até a Avenida Gurucaia, na Vila Bosque. A ligação vai reduzir o tráfego de veículos do centro para os bairros próximos ao aeroporto.Marcos NegriniFim de voçorocaQuem usar o local para depósito de entulho será multado pela prefeituraMarcos Zanatta

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